No comunicado, o Fed afirma que “em apoio aos seus objetivos e à luz da mudança no balanço de riscos, o Comitê decidiu reduzir o intervalo alvo para a taxa dos fundos federais em 0,25 de ponto percentual”. O placar foi de 10 votos a favor e 2 contrários pela alteração. A decisão seguiu a expectativa do mercado. Analistas ouvidos pela Reuters esperavam pelo corte de 0,25 p.p.

A expectativa dos analistas por um novo corte se concretizou. O movimento sinaliza preocupação do banco central com a desaceleração da economia diante de indicadores recentes mais fracos. A decisão também visa a enviar um recado aos mercados financeiros sobre a disposição do Fed em agir caso a inflação continue fora da meta de 2% ao ano.
Em setembro, o banco central norte-americano reduziu a taxa em 0,25 ponto percentual, indo para 4,00% a 4,25%, depois de 5 decisões seguidas pela manutenção da taxa no intervalo de 4,25% a 4,50%. À época, a mudança marcou o 1º corte do ano da autoridade monetária desde dezembro de 2024.
O movimento reflete a tentativa da autoridade monetária de equilibrar o crescimento econômico com a contenção da inflação, respondendo às pressões políticas de Trump e aos sinais de desaceleração no mercado de trabalho e na atividade industrial. A decisão pode influenciar expectativas sobre crédito, câmbio e investimentos nos próximos meses, e serve de termômetro para a política monetária norte-americana em 2026.
A próxima reunião do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto) sobre a taxa de juros nos EUA será de 9 a 10 de dezembro.
INFLAÇÃO NOS EUA
A taxa anualizada nos EUA subiu para 3,0% em setembro de 2025. Aumentou 0,1 ponto percentual ante agosto, quando foi de 2,9%. Já a inflação mensal registrou 0,3%.

O setor de energia oscilou 1,5% para cima e foi o maior fator no aumento mensal de todos os itens, puxado pelos preços da gasolina, que subiram 4,1% no mês. O setor de alimentação aumentou 0,2%, 0,3% a menos se comparado ao 0,5% registrado em agosto.
A taxa para todos os itens, exceto alimentos e energia, avançou 0,2%, e o setor de vestuário apresentou aumento de 0,7%.
