O ministro também determinou a realização de uma audiência, no Rio de Janeiro (RJ), para o dia 3 de novembro, com:
- Governador do Estado, secretário de Segurança Pública, comandante da Polícia Militar, delegado-geral da Polícia Civil e superintendente federal da Polícia Federal, às 11h
- Presidente do TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), às 13h30
- Chefe do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), às 15h
- Defensor Público Geral do Estado do Rio de Janeiro, às 16h30
Na audiência, o governador deverá apresentar informações detalhadas sobre a operação e as alegações de que teria sido a “operação policial mais letal da história do Rio de Janeiro”. A decisão determina que o governo do Rio de Janeiro comprove que obedeceu às determinações judiciais já previstas pela ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) 635 – conhecida como ADPF das Favelas.
De acordo com o secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, o balanço oficial até o momento da megaoperação realizada na 3ª feira (28.out) é de 119 mortos, incluindo 4 policiais, e 113 pessoas presas.
Moradores do Complexo da Penha, na zona norte do Rio, levaram durante a madrugada e a manhã desta 3ª feira (28.out) ao menos 70 corpos retirados de uma área de mata. Foram deixados na praça São Lucas e ficaram enfileirados no chão.
[Em atualização]
