Segundo o secretário, durante a operação, os agentes apreenderam 118 armas, sendo 91 fuzis, 26 pistolas e 1 revólver. A polícia também recolheu 14 artefatos explosivos, além de centenas de carregadores que ainda estão sendo contabilizados. Milhares de munições e toneladas de drogas foram apreendidas, mas as quantidades exatas continuam em processo de contagem.
A Polícia Civil disse que a ação tinha como alvo “narcoterroristas”. Dos 119 mortos, 115 foram classificados nesta categoria. Quatro policiais morreram durante a operação, sendo estes os únicos que a corporação reconhece oficialmente como vítimas. “É importante ressaltar aqui mais uma vez as únicas vítimas dessa operação foram os 4 policiais”, disse Curi.
Entre os 113 detidos na operação, 33 são provenientes de outros Estados brasileiros. Curi disse que, até o fim de setembro, a corporação havia detido 449 lideranças de fora do Estado em aproximadamente um ano. A PM (Polícia Militar) também efetuou centenas de prisões semelhantes no mesmo período.
Os agentes apreenderam ainda 10 adolescentes, que foram encaminhados às autoridades responsáveis conforme estabelece o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).
Nos registros elaborados pela PC, as pessoas que morreram durante a ação são classificadas como autoras de tentativa de homicídio contra policiais. Os agentes de segurança, por sua vez, são registrados como vítimas de tentativa de homicídio.
