Entre os convidados estavam o primeiro-ministro canadense Mark Carney, o primeiro-ministro tailandês Anutin Charnvirakul, o primeiro-ministro australiano Anthony Albanese, o primeiro-ministro neozelandês Christopher Luxon e o primeiro-ministro de Cingapura, Lawrence Wong.
Durante o jantar com os líderes mundiais, Trump disse que um acordo comercial com a Coreia do Sul estava “praticamente finalizado”. O acordo, no entanto, ainda precisa ser ratificado pela Assembleia Nacional. Trump afirmou esperar que a situação com a Coreia do Norte melhore, depois de o país realizar testes de mísseis balísticos de curto alcance dias antes da viagem do presidente dos EUA à Àsia.
Kim Jong-un acelerou o ritmo dos testes desde o colapso das negociações nucleares com Trump, em 2019, provocado por divergências sobre sanções econômicas. Em setembro, o líder norte-coreano indicou que poderia retomar o diálogo se Washington abandonasse a exigência de desnuclearização, depois de Trump manifestar interesse em novas tratativas.
Segundo a agência Reuters, o conselheiro de segurança nacional da Coreia do Sul, Wi Sung-lac, fez um resumo aos jornalistas dos principais pontos discutidos entre Trump e Lee durante o jantar.
Eis os destaques da conversa desta 4ª feira entre os presidentes:
- Lee e Trump consolidaram a confiança mútua e chegaram a um acordo comercial;
- Trump demonstrou compreender que a Coreia do Sul precisa construir submarinos movidos a energia nuclear;
- Trump expressou preocupação com o programa nuclear da Coreia do Norte;
- Trump destacou a importância da cooperação na indústria de defesa;
- Lee pediu a Trump que desse atenção à questão do reprocessamento de combustível nuclear pela Coreia do Sul;
- Trump convidou Lee a retornar à Casa Branca.
Trump também disse que seu encontro com o presidente chinês Xi Jinping (Partido Comunista da China) durará cerca de 3 a 4 horas. Os 2 líderes devem se reunir na 5ª feira (30.out) em Busan, na Coreia do Sul. Trump reiterou seu comentário de que acredita que a conversa com Xi correrá bem.
Espera-se que a reunião se concentre em tentar chegar a uma trégua na guerra comercial entre os países. A tensão voltou a escalar no início do mês com o anúncio da taxação de 100% contra produtos chineses. Segundo o líder norte-americano, essa foi uma retaliação ao controle chinês nas exportações de terras raras e pela suspensão da compra de soja norte-americana.
Trump e Xi também devem discutir o fluxo de ingredientes para fabricação de fentanil da China para os EUA e a reivindicação dos chineses pelo território de Taiwan.
ACORDO COMERCIAL COM A COREIA DO SUL
O chefe de política presidencial da Coreia do Sul, Kim Yong-beom, afirmou à Reuters que as tarifas sobre automóveis serão reduzidas para 15%. Na ausência de um acordo, os fabricantes sul-coreanos de carros e aço teriam que pagar tarifas norte-americanas de 25%, o que os colocaria em desvantagem em relação aos concorrentes japoneses, que pagam 15% após o acordo de Tóquio com os EUA.
Kim Yong-beom também disse que as tarifas norte-americanas sobre chips sul-coreanos não serão desfavoráveis em comparação com as aplicadas a Taiwan.
Em relação ao pacote de investimentos de US$ 350 bilhões, Trump e Lee concordaram que Seul pode dividir o fundo em US$ 200 bilhões em dinheiro, a serem pagos em parcelas de US$ 20 bilhões, disseram assessores do líder sul-coreano à Reuters. Os outros US$ 150 bilhões serão investidos na indústria naval, que a Coreia do Sul prometeu ajudar Trump a reestruturar.
Os 2 líderes também concordaram em criar uma empresa para supervisionar os projetos de investimento norte-americanos. O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, presidirá um comitê de investimentos para avaliar os projetos. Os investimentos serão financiados em cada etapa dos projetos, em vez de serem liberados de uma só vez, acrescentou Kim Yong-beom.
