Segundo Curi, as investigações mostram que líderes de facções de várias regiões do país mantinham ligação direta com a cúpula do Comando Vermelho no Rio, responsável por fornecer armas, drogas e treinamento tático. “Essas lideranças vinham para o Rio para serem ‘formadas’ nos complexos e depois retornavam aos seus Estados para expandir a estrutura criminosa da facção”, afirmou em entrevista a jornalistas.
Leia abaixo quem são os chefes de outros Estados:
Entre os nomes citados pelo secretário, estão chefes do tráfico mortos e presos na operação:
- mortos:
- PP, chefe do tráfico no Pará;
- Oruan, também do Pará;
- Chico Rato, líder do tráfico em Manaus;
- Gringo, também atuante em Manaus;
- DG, chefe do tráfico na Bahia;
- FB, também ligado ao tráfico na Bahia;
- Russo, apontado como chefe do tráfico em Vitória.
- presos:
- Mazola, chefe do tráfico em Feira de Santana (BA);
- Fernando Henrique dos Santos, líder em Goiás;
- Rodinha, chefe do tráfico em Itaberaí (GO).
De acordo com o secretário de Segurança, a presença de criminosos de 4 das 5 regiões do país comprova o alcance nacional do Comando Vermelho. “Os complexos da Penha e do Alemão deixaram de ser o QG apenas do Rio. Hoje, são o centro de decisões e treinamento do crime organizado em todo o país”, declarou.
O secretário reforçou que o objetivo da operação é enfraquecer a base logística e de comando da facção, que, segundo ele, atua de forma coordenada em pelo menos 20 Estados. “A estrutura do Comando Vermelho se nacionalizou, e o Rio virou o núcleo dessa expansão”, disse.
