“O nosso grande desafio é a logística”, afirmou. Lima participou do seminário “Energia e desenvolvimento regional: convergência para o Brasil do Futuro”, realizado pela Eneva em parceria com o Poder360, no B Hotel, em Brasília.
Segundo o governador, investimentos como o Complexo Azulão, da Eneva, são fundamentais para a segurança energética e já mudam a realidade de municípios do interior.
“O gás natural gera emprego, promove a economia, faz com que o nosso PIB [Produto Interno Bruto] cresça e, claro, tem uma contrapartida social significativa”, disse o governador. “Os municípios de Silves e Itapiranga vivem um momento totalmente diferente na sua economia, com oportunidade para as pessoas que ali moram”, acrescentou.
O governador declarou que o Amazonas detém a maior reserva de gás em terra do país, mas sua exploração é complexa. “Temos algo em torno de 42 bilhões de metros cúbicos de reservas descobertas e 80% estão no campo do Juruá, que fica numa área de difícil acesso.”
O problema, segundo ele, é viabilizar o transporte do insumo. “O desafio é monetizar esse gás, fazer com que saia de lá para poder ser comercial. […] Temos que avaliar custos, entender o que é mais interessante. Se é montar um gasoduto ou se é transportar esse gás liquefeito como a Eneva faz saindo de Manaus para Boa Vista.”
Energia disruptiva
Wilson Lima também destacou o papel das energias renováveis, como a solar, para levar dignidade a comunidades isoladas. Ele ressaltou que, em muitas localidades, não se trata de “transição energética”, pois a energia elétrica está chegando pela 1ª vez.
“Essas pessoas vão ter uma geladeira, um ar-condicionado, com as fontes de energias renováveis”, disse ao comentar o impacto direto na qualidade de vida de comunidades indígenas que receberam kits de energia solar. “Isso é disruptivo.”
