O príncipe de Gales manifestou apoio ao TFFF (Fundo de Florestas Tropicais para Sempre), projeto prioritário do governo brasileiro, e elogiou os esforços do país desde a ECO-92 (Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento). “Estamos reunidos hoje aqui, no coração da Amazônia, em um momento crucial da história da humanidade”, disse.
No discurso, o britânico também destacou a importância de ouvir os povos indígenas. “A verdadeira liderança climática significa ouvir aqueles que vivem em harmonia com a natureza e empoderá-los como guardiões dos mais preciosos ecossistemas”, afirmou.
O príncipe classificou o momento atual como um “ponto de virada” e convocou líderes políticos, filantropistas e representantes de comunidades tradicionais a agir em conjunto.
Em seguida, Starmer reafirmou o compromisso do Reino Unido com a neutralidade de carbono, apesar do que chamou de “fim do consenso” global sobre a crise climática. “Há 10 anos, o mundo estava unido na determinação de enfrentar essa emergência. Hoje, infelizmente, esse consenso acabou”, declarou, em referência ao Acordo de Paris.
O premiê defendeu que a transição energética é uma estratégia “ganha-ganha”, que pode gerar empregos e reduzir custos para a população, ao mesmo tempo em que combate o aquecimento global.
“Você não enfrenta um desafio como a mudança climática ficando parado. Faz isso abraçando as oportunidades e fazendo isso juntos”, disse Starmer.
Apesar da sintonia entre os discursos, o governo britânico decidiu não destinar recursos públicos ao fundo florestal proposto pelo Brasil.
A COP30 começa oficialmente em 10 de novembro. O evento reunirá chefes de Estado, lideranças políticas e organizações civis para discutir metas de redução de emissões e financiamento climático.
