Apresentada por partidos de direita, a moção obteve 63 votos a favor, 33 contra e duas abstenções. O Congresso argumentou que a presidente mexicana tem demonstrado uma postura hostil em relação ao Peru desde que assumiu o cargo.
O Peru rompeu relações diplomáticas com o México no dia 3 de outubro depois do asilo concedido a Chávez. Ela está sendo investigada pela Justiça do Peru por um possível papel na tentativa do então presidente, Pedro Castillo, de dissolver o Congresso no final de 2022.
Sheinbaum se pronunciou sobre o rompimento, afirmando ser “desproporcional”. Defendeu a continuidade das relações entre os 2 países.
O texto aprovado pelo Congresso peruano diz que as declarações de Sheinbaum, referindo-se a Castillo como o “presidente legítimo”, constituem “uma falta de respeito às instituições democráticas peruanas e comprometem a cooperação bilateral em comércio, segurança e migração”.
O deputado Ernesto Bustamante (Força Popular, direita), ao apresentar a moção, afirmou que o Peru sempre manteve uma política externa baseada no respeito mútuo e no princípio da não intervenção. “No entanto, nos últimos anos, 1º com o [ex] presidente [mexicano] López Obrador e, no último ano, com a presidente Claudia Sheinbaum, temos presenciado declarações e ações que ultrapassam esses limites e constituem uma afronta direta ao nosso país”, disse.
Já o congressista Guido Bellido classificou a moção como “desproporcional e impertinente”. Ele declarou: “Se aplicássemos os mesmos critérios, teríamos que declarar outros líderes, como os do Brasil ou do Japão, persona non grata. Há um viés contra governos de esquerda aqui, e isso é errado”.
Leia mais:
