“Nesta data, e conforme estipulado pelo governo do Peru, a encarregada de Negócios do México realizou os procedimentos de controle migratório de saída e deixou o país”, afirmou a agência de migração do Peru, segundo a Reuters.
A saída de Ornelas, encarregada de Negócios da , se dá depois que o governo peruano rompeu relações diplomáticas com o México em 3 de outubro, pelo asilo a Chávez, que foi primeira-ministra do ex-presidente peruano Pedro Castillo, deposto e agora preso.
Chávez está sendo investigada pela Justiça do Peru por um possível papel na tentativa do então presidente Castillo de dissolver o Congresso no final de 2022, com os promotores buscando uma sentença de 25 anos de prisão. Ela nega as acusações.
O México citou a Convenção de Caracas de 1954 em sua decisão de conceder asilo político a Chávez. O Ministério das Relações Exteriores do México negou interferência nos assuntos internos do Peru, afirmando em um comunicado na 5ª feira (6.nov) que agiu “em estrita conformidade com o direito internacional aplicável, que é vinculativo tanto para o México quanto para o Peru”.
A presidente mexicana se pronunciou sobre o rompimento, afirmando ser “desproporcional”. Defendeu a continuidade das relações entre os 2 países.
Em 4 de novembro, o atual presidente do Peru, José Jerí (Somos Peru, centro-direita), anunciou no X a expulsão de Ornelas do país.

