O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), afirmou que o certame representa passo importante na modernização do setor elétrico e no planejamento energético. “O leilão de baterias é resultado do trabalho contínuo para garantir segurança e estabilidade ao sistema elétrico brasileiro. O armazenamento de energia é viável e um grande aliado na transição energética”, afirmou, em nota.
O objetivo do certame é contratar potência elétrica em megawatts proveniente de novos sistemas de armazenamento de energia em baterias. Os Contratos de Potência de Reserva de Capacidade negociados terão um prazo de suprimento de 10 anos, com início previsto para 1º de agosto de 2028.
Na prática, o leilão permite que empresas instalem e operem grandes estruturas de baterias capazes de armazenar energia elétrica e liberá-la quando necessário, reforçando a segurança e a estabilidade do fornecimento no sistema nacional.
Segundo o Ministério, os sistemas de baterias deverão atuar de forma complementar às usinas hidrelétricas e termelétricas, permitindo melhor aproveitamento das fontes renováveis, como solar e eólica, e reduzindo a necessidade de geração térmica em horários de pico.
Requisitos técnicos
A minuta da Portaria estabelece requisitos dos SAEs contratados:
- Potência Mínima e Duração: Os projetos devem ter uma disponibilidade de potência máxima não inferior a 30 MW (megawatt) e capacidade de operação contínua a essa potência por, no mínimo, 4 horas consecutivas;
- Eficiência e Recarga: A eficiência de carga e descarga deve ser igual ou superior a 85%, e o tempo máximo para a recarga completa não pode ultrapassar 6 horas;
- Tecnologia Grid-Forming Obrigatória: Esta tecnologia é vista como crucial para que as baterias possam atuar na formação da tensão e frequência da rede, aumentando a segurança e flexibilidade operativa do SIN (Sistema Interligado Nacional).
Com a iniciativa, o Brasil se junta a países como Estados Unidos, Austrália e Reino Unido, que já realizam leilões específicos para armazenamento de energia.
O governo espera que o LRCAP 2026 atraia investimentos privados, impulsionará a inovação tecnológica e consolidará o país como referência na transição energética global.
