A votação abriu caminho para que o acordo de gastos começasse a tramitar no Congresso. Ele precisa ser debatido e aprovado pelo Senado, aprovado pela Câmara dos Deputados e sancionado pelo presidente, Donald Trump (Partido Republicano).
Segundo a agência Reuters, em um acordo firmado com alguns democratas, os republicanos concordaram em votar em dezembro a extensão dos subsídios previstos pelo Affordable Care Act –conhecido como Obamacare. Os subsídios, que ajudam norte-americanos de baixa renda a pagar por planos de saúde e que expiram no final de 2025, têm sido uma prioridade dos democratas durante a disputa orçamentária.
O projeto de lei também proibiria as agências federais de demitir funcionários até 30 de janeiro, uma vitória para os sindicatos de funcionários públicos e seus aliados. Isso impediria a campanha de Trump para reduzir o tamanho da força de trabalho federal.
O projeto ainda prevê o pagamento retroativo de salários para todos os funcionários federais, incluindo integrantes das forças armadas, agentes da Patrulha de Fronteira e controladores de tráfego aéreo.
O acordo foi intermediado por duas democratas de New Hampshire, as senadoras Maggie Hassan e Jeanne Shaheen, e por Angus King, um independente do Maine, segundo a Reuters. O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, o principal democrata da Casa, votou contra a medida.
O senador Thom Tillis, republicano da Carolina do Norte, disse que os efeitos crescentes da paralisação estão levando o Senado a buscar um acordo. “As temperaturas esfriam, a pressão atmosférica aumenta lá fora e, de repente, parece que as coisas vão se encaixar”, disse Tillis a jornalistas.
Caso o governo continue fechado por mais tempo, o crescimento econômico pode ficar negativo no 4º trimestre, especialmente se o tráfego aéreo não voltar ao normal até o dia de Ação de Graças, disse o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, em entrevista à CBS. O feriado será em 27 de novembro.
