A filha do falecido astro pop convive com a perfuração desde os 20 anos de idade. No vídeo, ela disse que, quando respira “sai um assobio alto”.
Paris relacionou o problema de saúde ao período em que fez uso de substâncias entorpecentes, incluindo heroína, além do consumo de álcool. No vídeo, a cantora e atriz mostrou aos seguidores o dano na cartilagem que separa as narinas.
“De onde vocês acham que isso veio?”, questionou. “Não usem drogas, crianças, ou usem. Cada um vai ter que experienciar certas coisas durante a vida, mas eu não recomendo porque arruinaram minha vida”, disse.
Paris Jackson afirma estar sóbria há cerca de 6 anos e costuma usar as redes sociais para falar sobre recuperação e saúde mental. A artista tem abordado temas como dependência química, traumas e autoconhecimento, e afirma que compartilha suas experiências para alertar outras pessoas sobre os riscos do uso de drogas.
No vídeo, ela declarou ainda que não pretende corrigir o septo com cirurgia. “Você precisa tomar remédios numa operação dessas e eu não quero mexer com isso”, disse.
Assista ao vídeo publicado por Paris:
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ENTENDA
A perfuração do septo nasal é uma lesão na parede de cartilagem e osso que separa as duas narinas. O problema pode causar ruído ao respirar, sangramentos, formação de crostas, corrimento e sensação de ressecamento. Em casos mais graves, o dano estrutural altera o formato do nariz e interfere na passagem de ar, segundo publicação da Revista Brasileira de Otorrinolaringologia.
O uso prolongado de drogas inaladas, como cocaína e heroína, é uma das causas mais comuns da condição. Essas substâncias provocam vasoconstrição — o estreitamento dos vasos sanguíneos — e reduzem o fluxo de oxigênio na mucosa nasal. A falta de irrigação provoca necrose do tecido e destruição gradual da cartilagem, abrindo um orifício entre as narinas. Estudo da Scielo Brasil descreve que esse processo como resultado da isquemia crônica induzida por drogas intranasais.
A perfuração não se regenera sozinha. O tratamento pode incluir o uso de pomadas e umidificadores para aliviar os sintomas ou a implantação de uma prótese nasal interna. Em alguns casos, é possível realizar cirurgia reparadora com enxerto de tecido, mas o procedimento exige o uso de anestesia e medicamentos, o que pode representar riscos para pessoas com histórico de dependência química. Segundo diretriz clínica da USP (Lamounier LA, 2023), o sucesso cirúrgico depende do tamanho da lesão e da integridade da mucosa adjacente.
