O documento mapeia a situação dos riscos fiscais aos quais o governo federal está exposto e identifica os eventos que podem causar desvios em relação ao planejamento das contas públicas.
Estão na lista elaborada pelo Tesouro:
- Casa da Moeda do Brasil;
- Correios;
- ENBPar (Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional);
- Infraero;
- 5 companhias Docas: CDC (Ceará), CDP (Pará), Codeba (Bahia), CDRJ (Rio de Janeiro) e Codern (Rio Grande do Norte).
O relatório mostra que os Correios correm risco de precisar de auxílio financeiro. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) articula um empréstimo para a estatal de R$ 20 bilhões com bancos públicos e privados, com aval do Tesouro. Essa negociação, no entanto, não foi citada no documento.
O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, afirmou em outubro que o empréstimo é fundamental para dar fôlego à implementação de mudanças na estatal, que registrou um prejuízo de R$ 4,4 bilhões no 1º semestre de 2025. No ano passado, o prejuízo foi de R$ 2,6 bilhões –valor que já era 4 vezes maior do que o de 2023.
Em relação às Docas, o relatório só especifica o caso da Codern. O documento diz que a companhia corre risco de deterioração financeira por causa de arrendamentos, necessidade de investimentos em infraestrutura e a possível desvinculação do Porto de Maceió (AL), responsável por 72% da sua receita líquida em 2024.
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