Em um acordo firmado entre as partes, familiares de Shikha Garg receberão o valor total da indenização, de cerca de US$ 28 milhões, mais 26% de juros e a Boeing não recorrerá da decisão, de acordo com os advogados da família. As informações são da Reuters.
O veredito favorável ao caso de Garg é o 1º de dezenas de processos judiciais movidos depois do acidente com o 737 MAX e de outro na Indonésia em 2018, que juntos mataram 346 pessoas.
Shanin Specter e Elizabeth Crawford, que representaram a família da vítima, disseram em um comunicado que o veredito “proporciona responsabilidade pública pela conduta ilícita da Boeing”.
Segundo a Reuters, uma porta-voz da Boeing disse que a empresa lamenta profundamente a perda de entes queridos nos voos. “Embora tenhamos resolvido a grande maioria dessas reivindicações por meio de acordos, as famílias também têm o direito de buscar seus direitos por meio de julgamentos de indenização em tribunal e respeitamos esse direito”, disse.
ENTENDA O CASO
Garg tinha 32 anos quando o voo 302 da Ethiopian Airlines, de Addis Abeba, Etiópia, para Nairóbi, Quênia, caiu poucos minutos depois da decolagem.
O processo alegava que o avião 737 MAX tinha um projeto defeituoso e que a Boeing não alertou os passageiros e o público sobre seus perigos.
O voo da Ethiopian Airlines caiu 5 meses depois do voo 610 da Lion Air ter caído no Mar de Java, na Indonésia. Um sistema automatizado de controle de voo contribuiu para ambos os acidentes.
A Boeing resolveu mais de 90% das dezenas de processos civis relacionados aos acidentes, pagando bilhões de dólares em indenizações por meio de ações judiciais, um acordo de suspensão condicional do processo e outros pagamentos, segundo a Reuters.
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