“Ele [Rubio] disse inclusive que hoje comentou com o presidente Trump que ia se reunir comigo e o presidente manifestou a intenção de resolver rapidamente e de manter uma boa relação com o Brasil. Disse que gostou muito da reunião que teve com o presidente Lula na Malásia e reafirmou o que tinha sido proposto já nas reuniões técnicas que é de se chegar a um acordo provisório até o final desse mês ou para o início do mês que vem”, disse Vieira a jornalistas.
Esse foi o 3º encontro presencial entre Vieira e Marco Rubio desde o início das negociações diretas entre os países, em 6 de outubro, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump (Partido Republicano) conversaram por telefone. Já são 38 dias de conversas sem acordo comercial.
As tratativas se intensificaram depois da reunião entre Lula e Trump em 26 de outubro, realizada em Kuala Lumpur, na Malásia. Na ocasião, havia expectativa de que alguma mudança fosse anunciada pelo governo norte-americano no mesmo dia, o que não ocorreu. Lula defende que as tarifas de 50% sejam suspensas durante o período de negociação.
O governo brasileiro busca a revogação da tarifa adicional de importação aplicada pelos Estados Unidos a itens comprados do Brasil e o fim de sanções a autoridades brasileiras, como o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que está proibido de realizar operações financeiras por meio de empresas norte-americanas com base na Lei Magnitsky.
O tarifaço de 50% imposto pela Casa Branca foi adotado, entre outros motivos, pela insatisfação do governo Trump com o processo judicial que levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado. Bolsonaro foi sentenciado a 27 anos e 3 meses de prisão em ação relatada por Moraes na 1ª Turma do STF. Lula já declarou que o tema está fora da mesa de negociações com os Estados Unidos.
(Este texto receberá atualizações.)
Leia a linha do tempo que levou ao tarifaço dos EUA contra o Brasil:

