O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), questionou Eric Fidelis sobre o recebimento de mais de R$ 3 milhões de empresas ligadas a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o Careca do INSS, preso preventivamente por suspeita de envolvimento em fraudes nos descontos de aposentados.
Segundo documentos da CPMI, as companhias Acca Consultoria, ACDS Call Center e Prospect repassaram cerca de R$ 1,5 milhão ao escritório Eric Fidelis Advocacia e outros R$ 1,8 milhão diretamente a ele como pessoa física. Perguntado sobre quais serviços justificariam os pagamentos, o advogado optou por permanecer em silêncio, amparado pela decisão judicial que assegurou o direito de não se incriminar.
Em determinado momento Gaspar informou Eric sobre a prisão de seu pai, afirmando que havia indícios de que André Fidelis teria sido detido por conta das ações do filho. O deputado disse que o advogado “tinha a oportunidade de salvar o pai e esclarecer os fatos”, mas Eric manteve-se calado.
A Polícia Federal apura se o ex-diretor do INSS autorizou acordos de cooperação técnica que permitiram a 15 entidades descontar cerca de R$ 1,66 bilhão de aposentados e pensionistas e se houve transferências financeiras entre essas entidades e pessoas ligadas à família Fidelis.
