A BBC reconheceu que a edição deu “a impressão equivocada de que o presidente Trump havia feito um apelo direto à violência”. Disse que não exibirá mais o conteúdo, veiculado no documentário “Panorama” em outubro de 2024, antes das eleições nos EUA.
“Reconhecemos que a nossa edição, involuntariamente, criou a impressão de que estávamos exibindo uma única parte contínua do discurso, em vez de trechos de diferentes pontos do discurso, e que isso deu a impressão errônea de que o presidente Trump havia feito um apelo direto à violência”, disse em um comunicado divulgado pela BBC.
“O presidente da BBC, Samir Shah, enviou separadamente uma carta pessoal à Casa Branca, deixando claro ao presidente Trump que ele e a emissora lamentam a edição do discurso do presidente em 6 de janeiro de 2021, que foi exibida no programa”, declarou um porta-voz.
A emissora britânica, no entanto, discordou que a edição justificasse uma ação judicial por difamação e disse que não indenizará Trump. O republicano enviou uma notificação extrajudicial ao veículo ameaçando processá-lo caso não houvesse uma retratação, um pedido de desculpas e uma indenização de US$ 1 bilhão.
O diretor-geral da BBC, Tim Davie, e a chefe de reportagem, Deborah Turness, anunciaram no domingo (9.nov) a renúncia de seus cargos na empresa. Além da controvérsia com a edição da fala de Trump no documentário, a emissora também assumiu ter errado na cobertura da guerra no Oriente Médio.
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