O Brasil vai se beneficiar diretamente dessa redução de tarifas. Para alguns produtos primários, entretanto, os exportadores brasileiros já haviam conseguido desenvolver novos mercados. China, Argentina e Índia puxaram a fila e passaram a comprar mais certas commodities do Brasil. Agora, em certa medida, a redução das tarifas pode ser ainda mais benéfica do que se imaginava inicialmente.
É que os mercados novos que foram desenvolvidos vão disputar com os compradores dos EUA. E os produtores brasileiros poderão melhorar os preços das commodities que exportam.
A redução de tarifas nesta semana não tem, pelo que se sabe, relação direta com a promessa que o Brasil diz ter ouvido do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em conversa com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira.
Vieira disse a repórteres na 5ª feira (13.nov.2025), depois de se encontrar com Rubio, que os norte-americanos analisavam aceitar uma trégua de 2 ou 3 meses, sugerindo que nesse período haveria uma negociação mais ampla e a maior parte das tarifas seriam suspensas até que se chegasse a um acordo. Isso ainda não aconteceu e a medida de Trump nesta 6ª feira foi para uma série de países e não só para o Brasil.
