“O Brasil é um país maravilhoso, com pessoas amigáveis e bons anfitriões. É uma pena que eu não possa ficar mais tempo depois da COP. Eu teria algumas ideias, como pescar com meus amigos da Amazônia”, afirmou o ministro em seu Instagram.
O ministro alemão do Meio Ambiente compõe o Partido Social Democrata (SPD) e assumiu o cargo com intenção de colocar o meio ambiente, o clima e a conservação da natureza “de volta ao centro do interesse público”.
Scheineder tomou uma posição contrária à de Merz, que, além de menosprezar Belém ao descrever a felicidade e ansiedade dos jornalistas para voltar logo à Alemanha, argumentou que os cidadãos alemães vivem “em um dos lugares mais bonitos e livres do mundo”.
A comparação de Merz, feita durante discurso no Congresso Alemão do Comércio, na última semana, ocorreu dias após ele participar, em Belém, das tratativas da Cúpula de Líderes que antecedem a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30). Falando da economia alemã, o chanceler também enfatizou que considerou sua visita de um dia a Belém pouco proveitosa.
“Perguntei a alguns jornalistas que estiveram comigo no Brasil na semana passada: ‘Quem gostaria de ficar aqui?’ Ninguém levantou a mão. Todos ficaram contentes por termos retornado à Alemanha, especialmente daquele lugar onde estávamos”, disse Merz.
Fundo de Florestas Tropicais para Sempre
Apesar da polêmica diplomática, Merz declarou, durante a pré-COP, que a Alemanha pretende contribuir com um “valor significativo” para o Fundo de Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), principal aposta brasileira para estimular financeiramente a preservação ambiental. A declaração foi feita ao lado do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.
O Fundo é feito em prol da conservação da natureza e o dinheiro arrecadado será investido nos mercados de capitais, principalmente em economias emergentes, e gerará lucros.
Segundo fontes ouvidas pelo DW, parceiro do Metrópoles, a Alemanha deve oficializar sua contribuição nos próximos dias. O TFFF busca reunir US$ 10 bilhões e já conta com compromissos de diversos países, como Noruega, França, Indonésia, Holanda e Portugal.
Fonte: Metrópoles
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