O Conselho de Segurança aprovou na 2ª feira (17.nov) o texto proposto pelos Estados Unidos que autoriza o envio de uma força multinacional de segurança para a área de conflito. A resolução também estabelece a criação de um Conselho de Paz para supervisionar a reconstrução e recuperação econômica do território.
“A resolução da ONU é o primeiro passo em um longo caminho para a paz. Esse passo era necessário porque não poderíamos embarcar em nada mais antes de termos um cessar-fogo”, declarou Shahin a jornalistas nas Filipinas, ainda segundo a agência de notícias.
A ministra disse que questões como a autodeterminação palestina e a independência ainda precisam ser abordadas. Para ela, a implementação do plano de Trump deve seguir o direito internacional.
Shahin afirmou que, embora o plano de Trump condicione a possibilidade de um Estado palestino à realização de reformas pela Autoridade Palestina, essa questão poderá ser tratada posteriormente. “Desde que esses elementos estejam lá, estamos satisfeitos com este primeiro passo”, declarou.
O governo israelense, contrário à ideia de uma Palestina independente, rejeita qualquer envolvimento da Autoridade na governança de Gaza.
Em 10 de outubro, um cessar-fogo entre Israel e Hamas entrou em vigor. Mesmo com acusações de violações da trégua, o acordo permanece válido. O Hamas libertou a maioria dos reféns de Gaza, mas ainda mantém 3 corpos.
