Mesmo diante da óbvia incoerência, jornalistas, filósofos e artistas da elite falante tupiniquim espalham as narrativas mais absurdas e violentas, nas quais a Bíblia é tratada como um manual de ódio e preconceito, e a defesa da liberdade de expressão é rotulada como discurso de ódio.
O truque é que as acusações, ameaças e agressões da esquerda são sempre revestidas por uma linguagem pomposa, “limpinha” e sofisticada. Defendem a censura e o extermínio intelectual de toda uma parcela da população e, quando alguém reage com indignação ou linguagem vulgar, colocam-se como vítimas ultrajadas dos odiosos integrantes da “extrema direita”.
Nem mesmo os fatos se impõem à possessão ideológica. Não importa se o preço a ser pago é a destruição da vida de uma pessoa inocente, tudo se justifica em nome de um único objetivo: eliminar qualquer força política que represente um obstáculo aos seus planos de poder.
Para obter sucesso em seus intentos, nenhuma regra ética, moral ou profissional precisa ser respeitada. O mais importante é empurrar o rolo compressor sobre os conservadores, que, para eles, são o mal encarnado. O que justificaria qualquer ação… Afinal, é para salvar a democracia.
Um exemplo evidente dessa estratégia foi a reportagem do jornalista Guilherme Amado, publicada no Metrópoles, na qual ele afirmava que, após uma investigação, teria obtido informações de que Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, havia viajado para os Estados Unidos. A suposta viagem foi utilizada como justificativa para a decretação da prisão preventiva de Filipe, que permaneceu encarcerado por cerca de seis meses.
De acordo com a matéria de Amado, as “informações” que publicou teriam sido conseguidas a partir do acesso ao formulário I-94, que é um registro de entrada nos Estados Unidos e saída do país. O documento é emitido pelo Customs and Border Protection (CBP). O problema é que, para que esse tipo de formulário tenha validade, ele precisa ser obtido de forma legal, por meio de cooperação judicial ou, no mínimo, deve ser autenticado pela CBP.
E o “documento” no qual se baseou a “reportagem” de Amado foi conseguido sem autorização, fora dos canais oficiais, o que não garantia a legitimidade das “informações”. O jornalista não fez nenhuma ressalva sobre a possibilidade de o formulário não ser verdadeiro. Ele ainda escreveu: “Os advogados teriam demonstrado à PGR que Filipe Martins não viajou para os Estados Unidos em 30 de dezembro de 2022. Não é o que diz, porém, o governo americano”.
Ou seja, em vez de agir com honestidade e reconhecer que possuía apenas indícios de que o ex-assessor teria realmente viajado aos Estados Unidos, o “jornalista profissional” não duvidou da autenticidade do formulário que chegou a ele. E não só isso, Amado indicou aos leitores que o alvo de sua matéria estaria mentindo e que o documento era reconhecido pelo “governo americano”, mesmo que não tenha confirmado que isso realmente foi feito.
O prejuízo causado a Filipe Martins não foi suficiente para que o jornalista reconhecesse seu erro. Nenhuma nota, nenhum pedido de desculpas… Ele segue afirmando que apenas cumpriu seu papel — mesmo diante das evidências claras de que realizou um “trabalho jornalístico” porco e descuidado.
Mesmo com o reconhecimento público de que sua matéria foi fundamental para a prisão de Filipe Martins, em recente entrevista, o “amado” jornalista afirmou que a prisão teria sido baseada em outras provas, supostamente em posse do STF.
O que mais impressiona na conduta de Amado é o fato de ele ser diretor de uma ONG chamada Redes Cordiais, cuja missão declarada é “contribuir para a construção de espaços públicos digitais mais saudáveis e transformar atores do ecossistema digital para que possam atuar de modo mais responsável no ambiente on-line”.
Está claro que a cordialidade que sua instituição prega não se reflete em sua atuação jornalística, que parece estar muito mais voltada à destruição de adversários ideológicos do que à apuração responsável dos fatos.
As forças “progressistas” brasileiras não expressam seu “amor” à verdade apenas pela exposição de fatos duvidosos e reportagens enviesadas. Muitos expoentes da “intelectualidade esquerdista” não têm nenhuma objeção a propagar violência e intolerância em nome da “democracia”. E talvez esse seja o tipo de discurso mais amado por eles.
Exemplo clássico de algo assim nos deu o pesquisador, historiador, sociólogo, político e professor universitário, Mauro Luís Iasi, filiado ao Partido Comunista Brasileiro. Durante o 2º Congresso Nacional da CSP-Conlutas (Central Sindical e Popular Conlutas), ele citou em discurso o poema de Bertold Brecht, ao falar sobre como sua audiência deveria dialogar com as pessoas de direita… A delicadeza e a sutileza dos versos falam por si: “Agora escuta: sabemos que és nosso inimigo. Por isso vamos encostar-te ao paredão. Mas, tendo em conta os teus méritos e tuas boas qualidades, vamos encostar-te a um bom paredão e matar-te com uma boa bala de uma boa espingarda e enterrar-te com uma boa pá na boa terra”.
Outra fala que ganhou notoriedade foi proferida pela filósofa, artista plástica, professora, escritora e política Márcia Tiburi, filiada ao Partido dos Trabalhadores. Durante uma entrevista, ela declarou ser a favor do assalto.
De acordo com Tiburi, existiria uma “lógica” no ato de assaltar, já que a pessoa não teria algo de que precisaria e, contaminada pelo capitalismo, dentro desse contexto injusto, muitas violências seriam justificáveis. Para Tiburi, algumas formas de violência poderiam ser até lógicas, revolucionárias e corretivas.
A entrevista foi concedida à TV Brasil em dezembro de 2015. Aparentemente, as declarações não repercutiram bem nem entre seus próprios admiradores, já que, em junho de 2018, ela publicou um artigo na Revista Cult, tentando explicar o inexplicável.
O amor à diversidade e a tolerância às diferenças não se resumem a discursos políticos ou a obras filosóficas… A “cordialidade odiosa” se expande, inclusive, por meio da poesia. Um texto que ficou famoso em diversas publicações em vídeos nas redes sociais foi o poema Apocalipse Queer ou Cuíer A.P. (ou oriki de Shiva), da escritora, cantora e compositora Tatiana Nascimento. O texto é aberto com um verso impactante: “Nós vamos destruir tudo o que você ama”. E vai distorcendo, de forma impiedosa, todos os valores mais importantes para os conservadores. Não há argumentos, há uma inversão total de tudo. Não há justificativas, é apenas um ataque proposital, agressivo e injustificado. Seguem algumas pérolas do poema:
“porque c chama ‘amor à pátria’
o que é racismo
c chama ‘amor a deus’
o que é fundamentalismo
c chama ‘amor pela família’
o que é sexismo homofóbico y
c chama transfobia de ‘amor à natureza’
c chama de ‘amor pela segurança’
o que é militarismo…
…essa sua ideia de ‘civilização’ é
assassinato, é genocídio,
quer matar tudo…”
Não bastasse a agressão ideológica, o poema é uma violência à própria poesia, com o lirismo de um arroto. Tatiana Nascimento nos empurra uma das composições mais desnecessárias, previsíveis e indesculpáveis já escritas em nossa língua. Com a sutileza de uma britadeira, sua leitura desperta no leitor o desejo por um tratamento de canal sem anestesia, uma opção menos dolorosa do que submeter a mente aos registros gráficos da autora.
Esses exemplos revelam o modus operandi da “intelectualidade” esquerdista. A a turma professa abertamente o desprezo e o ódio por qualquer pessoa ou ideia que não esteja em sintonia com seus valores e suas crenças. Como precisam sempre sinalizar virtudes, mesmo que as desprezem de forma absoluta, disfarçam sua violência e intolerância com os mais diversos subterfúgios. Pode ser por meio de uma reportagem com informações duvidosas ou não verificadas, pela utilização de metáforas, críticas sociais ou mesmo de poesia. Mas a mensagem principal está sempre presente: não permitiremos a existência da direita, do conservadorismo.
Para não chocar o público em geral, utilizam uma linguagem pacífica, cheia de chavões e clichês, como tolerância, diversidade, liberdade e democracia. Suas ONGs recebem nomes encantadores, como as Redes Cordiais do “nosso Amado”. Contudo, nenhum desses conceitos ou indulgências se aplica aos seus adversários políticos, que são invariavelmente descritos como perigosos e extremistas, rotulados de fascistas, nazistas ou qualquer outro termo conveniente à desumanização. Afinal, contra monstros vale qualquer estratégia.
O caso da reportagem de Guilherme Amado foi desmascarado por uma nota do governo americano, que deixou claro que o formulário I-94 utilizado pelo jornalista era falso. Mas quantas matérias, poemas, livros, discursos ou decisões judiciais já foram produzidos sob as mesmas circunstâncias?
Sobreviver ao bombardeio ideológico e cultural da esquerda depende de que o outro lado desenvolva seu próprio arsenal, criando um ecossistema de influenciadores, jornalistas, escritores e veículos de comunicação capazes de se contrapor às narrativas hegemônicas e enfrentar os meios mainstream. Nesse campo, não podemos adotar a linguagem do inimigo; precisamos construir nossa própria estratégia de comunicação e cultura, uma estratégia comprometida com a busca da verdade… Nenhuma firula retórica pode se contrapor à força da realidade.
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