O patrocínio — que exibia o logotipo “Visit Rwanda” na manga da camisa — enfrentava críticas crescentes por causa das denúncias de violações de direitos humanos pelo governo ruandês. A parceria estava sob escrutínio de grupos internacionais e vinha sendo debatida internamente no clube há 1 ano.
A Human Rights Watch apontou, em relatório de 2023, perseguições a opositores políticos no país. A pesquisa do Arsenal Supporters’ Trust mostrou que 67% dos entrevistados defendiam a saída imediata do acordo, enquanto 23% preferiam aguardar o fim do contrato.
Durante a parceria, o Arsenal promoveu ações ligadas ao turismo e ao esporte em Ruanda, e o patrocínio representou uma fonte relevante de receita. A diretora comercial Juliet Slot liderou uma estratégia que aumentou a receita comercial de 169,3 milhões para 218,3 milhões de libras.
O Arsenal já busca um novo patrocinador e recebeu interesse de empresas de tecnologia e criptomoedas. Um acordo deve ser anunciado em breve. A Visit Rwanda afirmou que pretende expandir sua atuação para outros mercados esportivos e seguirá parceira dos proprietários do Arsenal em projetos nos Estados Unidos.
As tensões envolvendo Ruanda cresceram nos últimos anos, com acusações de apoio ao grupo rebelde M23 e críticas a políticas britânicas de envio de solicitantes de asilo ao país.
Na temporada passada, o grupo de torcedores Gunners for Peace instalou um outdoor satírico nos arredores do Emirates Stadium com o slogan “Visit Tottenham”.
No comunicado que acompanhou o protesto, afirmaram: “Este é o mesmo regime que financia uma milícia brutal com milhares de vítimas no leste do Congo. Acreditamos que qualquer coisa — literalmente qualquer coisa — seria melhor do que Visit Rwanda. Até mesmo o Tottenham.”
