Cultuado por gerações, Kier se tornou um rosto familiar para quem gosta de cinema de gênero, terror, fantasia e produções autorais. De Andy Warhol a Lars von Trier, de Gus Van Sant ao cinema brasileiro contemporâneo, o ator atravessou décadas colecionando parcerias e papéis marcantes, sempre transitando entre o excêntrico e o elegante.
O público brasileiro, inclusive, o viu brilhar recentemente em O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, filme que rendeu a Wagner Moura o prêmio de Melhor Ator em Cannes. Antes disso, Kier já havia encantado o país ao viver Michael, o turista misterioso de Bacurau, reforçando sua conexão afetiva com o cinema nacional.
Ícone cult do cinema europeu, americano e brasileiro
A carreira de Udo Kier começou a ganhar tração nos anos 1970, especialmente com suas colaborações com Andy Warhol. Os filmes Flesh for Frankenstein (1973) e Blood for Dracula (1974) o transformaram em um nome cult instantâneo, misturando humor ácido, sensualidade e uma releitura irreverente dos monstros clássicos.
A partir daí, Kier passou a circular entre alguns dos autores mais importantes da Europa, como Rainer Werner Fassbinder, com quem trabalhou em títulos como The Stationmaster’s Wife e Lili Marleen. Nos anos 1990, sua aparição em My Own Private Idaho, de Gus Van Sant, ajudou a introduzir o ator ao grande público americano.

Ele também construiu uma longa e intensa parceria com Lars von Trier, participando de filmes como Europa, Breaking the Waves, Dogville e Melancholia, reafirmando seu status de camaleão dramático capaz de alternar entre o grotesco, o poético e o trágico.
Presença no cinema brasileiro
Nos últimos anos, o ator fortaleceu sua relação com o Brasil, tornando-se presença celebrada em produções nacionais. Em Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, Kier viveu um dos vilões mais marcantes do cinema recente.
A parceria com Mendonça Filho voltou em O Agente Secreto, longa que marcou sua última aparição nas telas e que ajudou a consolidar ainda mais a admiração do público brasileiro por sua versatilidade.
Destaques no cinema
- Flesh for Frankenstein (1973)
- Blood for Dracula (1974)
- The Stationmaster’s Wife (1977)
- My Own Private Idaho (1991)
- Ace Ventura: Pet Detective (1994)
- Breaking the Waves (1996)
- Dogville (2003)
- Melancholia (2011)
- Bacurau (2019)
- O Agente Secreto (2025)
Udo Kier também tem carreira nos games
Além do cinema, Kier também emprestou sua voz e performance para o mundo dos videogames. O ator é conhecido por dublar games como As Aventuras de Pinóquio, dos anos 90, e títulos como Call of Duty WWII e Martha is Dead.
No entanto, sua participação mais aguardada ainda está por vir: OD, o misterioso projeto de terror de Hideo Kojima, desenvolvido em parceria com a Xbox Game Studios. O jogo mistura cinema, interpretação e tecnologia, e deve trazer uma das últimas performances inéditas do ator.
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