O entorno do Masp (Museu de Artes de São Paulo), na região central da cidade, ainda teve uma 3ª manifestação, do Movimento Em Defesa da Educação Especial, com palavras de ordem contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O Poder360 contou cerca de 500 pessoas presentes. Duas pistas da via foram fechadas.
Bolsonaro foi preso preventivamente na manhã de sábado (22.nov), em Brasília. O ex-presidente estava em prisão domiciliar desde 4 de agosto. Foi recolhido a uma sala especial da Superintendência da Polícia Federal depois de violar a tornozeleira eletrônica que usava. O político do PL aguarda agora o início do cumprimento da pena pela condenação a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado.
Grupo se reuniu na Paulista, com fechamento de duas faixas da avenida durante a tarde
Entre uma música e outra, os presentes gritavam bordões contra o ex-presidente preso. “Ei, Bolsonaro, vai tomar no cu” foi recorrente. “Rua, sai do chão, Bolsonaro na prisão” foi outro cântico. O grupo Samba do Serjão, do bairro do Bixiga, ficou responsável pelo samba.
A canção “Vou festejar”, de Jorge Aragão, Dida e Neoci Dias, ganhou uma adaptação. O refrão virou: “Você pagou com traição, Bolsonaro na prisão”. Não houve discursos. “Viemos comemorar porque a Justiça está sendo feita para quem sempre acreditou estar acima dela”, disse ao Poder360 Bianca Borges, presidente da UNE.
Assista a vídeo (3min19s):
Os presentes levavam cartazes contra Bolsonaro, alguns deles lembrando das mortes na pandemia de covid-19. O vermelho, como costuma se dar em atos da esquerda, foi predominante. Muitos usavam camisetas de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Havia também bandeiras do Brasil.
Manifestante mostra frase escrita em sua mão: Finalmente Bolsonaro preso”
Houve um momento de tensão durante a festa, quando 2 militantes de direita se aproximaram, gravando imagens com celular e fazendo perguntas. Um dos militantes era o ex-deputado estadual Douglas Garcia (União Brasil). Outro vestia uma camiseta do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). O Poder360 presenciou parte da cena, quando a dupla começou a ser retirada pela PM (Polícia Militar).
Assista a vídeo (1min05seg):
Um pixuleco (boneco de plástico) de Bolsonaro vestido de presidiário chegou a ser inflado no local. Mas o gerador não conseguiu mantê-lo cheio. A 200 metros dali, o partido Novo, apoiador do ex-presidente, manteve cheio um pixuleco de Lula vestido de presidiário.
Pixuleco de Lula inflado na avenida Paulista, a cerca de 200 metros da roda de samba da UNE
