Os recursos alocados na estratégia de crédito pela gestora, integrante do Banco Bradesco, mais que dobraram em 2 anos, passando de R$ 238,8 bilhões em agosto de 2023 para R$ 483,3 bilhões no mesmo mês de 2025. O segmento tornou-se o maior em volume na Bradesco Asset e representa 48% do total gerido atualmente. Isso proporcionou um impulso para a asset, cujo valor total de mercado dos ativos administrados aumentou 30% no mesmo período –de R$ 768,1 bilhões para mais de R$ 1 trilhão.
Os números ajudam a explicar o posicionamento no Guia de Fundos da FGV, especialmente em 2024 e 2025. O ranking analisa vários indicadores de performance, dos 3 anos mais recentes. É uma apuração do desempenho dos fundos que avalia não só os retornos, mas também a volatilidade em relação aos benchmarks (índices de referência de mercado, como a taxa de câmbio) e o Índice de Sharpe, métrica usada para medir a capacidade de entregar rentabilidade ajustada ao risco do investimento.
A CIO (Chief Investment Officer) da Bradesco Asset, Ana Rodela, destaca a importância da estratégia no segmento de crédito e explica que as equipes trabalham com um olhar diário para as carteiras. Uma gestão ativa, observando quais são os ajustes necessários e as melhores escolhas em cada momento, considerando o risco retorno. Também é feito um exercício de apuração do quanto as alocações refletem a visão macro e microeconômica.
“O crédito privado tem parcela importante nessa vitória, especialmente por causa de alguns pontos que entendemos como pilares desse sucesso. Antes de mais nada, há uma capacidade de análise e seleção de crédito muito qualificada e criteriosa. Do ponto de vista da gestão, disciplina em relação ao nível dos spreads [diferença entre o preço de compra e o de venda do ativo]. Quando o mercado chega em momentos em que o spread de crédito não está fazendo sentido para o investidor, por exemplo, temos a disciplina de reduzir as exposições, vender uma parte de crédito no mercado e abrir espaço nos fundos para refazer essa locação quando o spread estiver melhor”, disse a CIO.
O cuidado e a lisura nesses processos são de extrema importância, principalmente considerando o ambiente de grande competição na indústria de fundos de investimentos, destaca o diretor da Bradesco Asset, Ricardo Eleuterio.
Segundo a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), o número de gestoras cresceu 58,9% de 2019 a abril de 2025, indo de 670 para 1.065. Dessas, as administradoras de recursos com foco em gestão de crédito privado lideraram o crescimento da indústria, passando de 60 para 164 no mesmo período –alta de 73%.
“Diante dessa concorrência, principalmente, tem muito valor para a gente ser eleita a melhor gestora do Brasil pelo 2º ano consecutivo”, disse o diretor.
Ele destaca que, até pouco tempo atrás, o mercado de gestão de fundos de crédito privado era mais de nicho, porque estava restrito à atuação de poucas assets ligadas aos grandes bancos. Aos poucos, algumas gestoras independentes passaram a acessar esse mercado, incentivadas pela distribuição dos próprios produtos por meio das plataformas de investimentos, de acordo com a Amec (Associação de Investidores no Mercado de Capitais), principalmente após a crise de 2019 e a pandemia de covid-19, em 2020.
“O crescimento no número das assets de crédito privado, sem dúvida nenhuma, é uma transformação importante para o mercado de capitais no Brasil”, afirmou Ricardo Eleuterio.
Leia mais sobre os resultados da Bradesco Asset no infográfico.

Desempenho nas categorias
A avaliação do Guia de Fundos FGV também premia as gestoras grandes por categorias dos fundos. De 4 áreas, a Bradesco Asset foi a 1ª em money market (títulos de dívida de curto prazo) e renda fixa. Já nas outras duas, ações e multimercados, ficou na 2ª posição.
Para os executivos, isso demonstra o bom desempenho da administradora em várias categorias diferentes, em parte porque o portfólio oferece múltiplas opções aos investidores, incluindo diversos segmentos de fundos de investimento, previdência, ETFs (exchange-traded fund ou fundos de índice, em português), FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios) e ações.
Recentemente, a gestora ampliou a atuação em fundos alternativos, como private equity (compra de participação em empresas não listadas na bolsa), venture capital (capital de risco) e high yield (investimentos com rendimento e risco altos).
“A Bradesco Asset é uma casa multiestratégia e multiprodutos. Muito do sucesso do nosso negócio é que, deste modo, é possível navegar em todos os ciclos. Isso é importante. De 2020 para cá, estamos em um mercado mais desafiador, com ciclos de alta de juros, e facilita muito ter esse cardápio amplo para atender todos os investidores. Desde o cliente ultra high ao cliente do varejo que está começando a vida de investimentos”, disse Ricardo Eleuterio.
Ana Rodela reforça que a multiplicidade dá mais liberdade na hora de fazer recomendações ou alocar os recursos do investidor. “Ao termos todo o leque para atender o cliente, conseguimos ter bastante independência de, realmente, sugerir as melhores alocações e passar nossas perspectivas de quais classes tendem a dar melhores retornos. Afinal, todos os produtos estão na Bradesco Asset. Então, esse é um fator adicional”, afirmou.
Toda essa movimentação e as estratégias múltiplas também contribuíram para a gestora de ativos alcançar R$ 1 trilhão de ativos sob gestão e ganhar cada vez mais espaço no market share, mesmo diante do cenário desafiador das mudanças nos juros nos últimos anos. Atualmente, é a 3ª maior no setor.
Da taxa selic a 2% no final de 2020 à escalada que culminou em 15% em julho deste ano, a consistência da Bradesco Asset fez “mercado e investidores reconhecerem a gestora, cada vez mais, como uma casa de excelência”, avalia o diretor .
Nota máxima e presença internacional
A gestora possui nota máxima de classificação –“triple A” (AAA)– nas 3 principais agências de rating do mundo, Moody’s, Fitch Ratings e S&P Global. A seleção serve como um termômetro de risco para os investidores, indicando a segurança em relação a critérios como risco de inadimplência, qualidade dos ativos, transparência e governança.
As notas credenciam a Bradesco Asset como uma opção robusta tanto no país quanto para negócios internacionais. A gestora de ativos também se destaca por iniciativas inovadoras que ampliam o acesso dos investidores brasileiros aos mercados estrangeiros.
Atualmente, tem operações em Miami (EUA) e Luxemburgo, além de uma parceria com o Grupo Mitsubishi, no Japão, com oferta local de ativos do Brasil por meio da gestora japonesa Mitsubishi UFJ Kokusai Asset Management.
No 1º semestre de 2025, a Bradesco Asset obteve aprovação para participar do ETF Connect, programa coordenado pelo Ministério da Fazenda e pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). A iniciativa, lançada este ano no Brasil, estabelece um mecanismo para a listagem recíproca de ETFs entre a B3 e as bolsas de Xangai e Shenzhen, na China, dando ao investidor brasileiro acesso aos fundos de índice chineses.
Com a parceria, a gestora anunciou 2 ETFs com ações de empresas listadas em bolsas do país asiático: o PKIN11 (B-Index Connect China Universal CSI 300) e o TECX11 (B-Index Connect China AMC ChiNext).
O 1º é um índice de ações composto pelas maiores e mais representativas companhias da China, enquanto o 2º é composto por empresas de médio e pequeno porte com foco em setores de tecnologia, manufatura e serviços.
De acordo com Ricardo Eleuterio, essa iniciativa abre um novo e gigante mercado para o portfólio da gestora. “Temos o 1º produto que compra um ativo direto no mercado chinês com exposição em moeda chinesa. Estamos muito satisfeitos com os resultados, com essa interação direta com o mercado chinês. E tem um aspecto de diversificação muito importante. É um novo mercado, muito amplo”, afirmou.
Outra iniciativa da Bradesco Asset foi o lançamento de um fundo multimercado, o “Man AHL Sistemático Global”. A gestão é compartilhada, resultado de uma parceria exclusiva com o Man Group, gestora inglesa e uma das maiores do mundo.
A ideia é democratizar o acesso a estratégias de investimento mais complexas, antes restritas a grandes investidores. O Bradesco Asset fica responsável pela alocação e gestão dos ativos no Brasil, utilizando o conhecimento do mercado local. A equipe de especialistas do Man Group, por sua vez, cuida do portfólio global, explorando as oportunidades de investimento em mercados internacionais.
“O Man Group é uma gestora extremamente renomada e reconhecida globalmente. A nossa ideia foi trazer esse perfil quantitativo de um gestor global que aloca em classes de ativos que a gente não consegue ter acesso aqui no Brasil”, disse a CIO, Ana Rodela.
Investimento em pessoal e tecnologia
Para além do portfólio diversificado e das estratégias de alocação de ativos, a Bradesco Asset busca fortalecer as equipes de especialistas que atendem os clientes, investindo em tecnologia e iniciativas que permitam fazer negócios de maneira mais rápida e cada vez mais eficiente.
Além dos profissionais que atuam dentro da asset, há cerca de 2.000 colaboradores do banco atuando como advisors, ou seja, realizando o aconselhamento financeiro aos usuários na ponta. Essa é uma vantagem de contar com a infraestrutura robusta da instituição bancária, explica o diretor da Bradesco Asset.
“Esse time faz um processo de treinamento intensivo antes de falar com o cliente. Tem todo um treinamento específico que passa por vários aspectos. Temos um business de capital humano intensivo e investimos o tempo inteiro nisso”, disse.
Já sobre tecnologia, a escalada de sofisticação das ferramentas de IA (inteligência artificial) é o que mais tem ajudado. A quantidade de informação disponível é uma das questões na gestão de ativos atual, pois há um grande volume de dados e notícias atualizados diariamente. Dando o direcionamento correto à IA, o mecanismo analisa cartas de gestores e atas de órgãos, como o Copom (Comitê de Política Monetária) do Branco Central brasileiro e o FED (Federal Reserve), sistema central de bancos dos EUA.
Além disso, é possível realizar a análise de dados do mercado, conferir resultados financeiros de empresas e acompanhar os movimentos de outros gestores. Tudo isso subsidia a equipe para as tomadas de decisão em busca dos melhores resultados no mercado.
A publicação deste conteúdo foi paga pela Bradesco Asset.
