“O nosso desafio é recolocar o PSDB no protagonismo da política nacional, o que é muito necessário”, disse Aécio, afirmando que o objetivo é fortalecer o partido para 2030, ou seja, para depois das próximas eleições.
Já para 2026, o deputado disse ao Estadão que, por enquanto, ter uma candidatura presidencial não é o projeto do PSDB. “Nosso projeto é fazermos 30 deputados, voltarmos a ter relevância em Estados onde perdemos muita força”, afirmou. “Estou animado para colocar o PSDB no mapa político brasileiro, numa avenida de centro. Muitos acharam que íamos acabar. Mas ainda vão ter que nos aturar”, acrescentou.
Aécio descarta a possibilidade de uma aliança com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Sendo muito claro, nós estaremos na oposição ao PT, mas não significa que estaremos aliados ao bolsonarismo. Da mesma forma que nós não estaremos com a candidatura do PT, com o Lula, nós não estaremos também com uma candidatura familiar (de Bolsonaro)”, disse.
O deputado mineiro também afirmou que a demora na definição de um sucessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) –preso preventivamente desde sábado (22.nov) na Superintendência da PF (Polícia Federal), em Brasília– está atrasando o PSBD.
“Esse atraso na construção de um caminho ao centro é muito ruim e nos atrasa também. É muito difícil. Quanto mais demora, mais dificuldades essa candidatura vai ter de ter êxito”, disse Aécio.
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