Em reunião realizada nesta 2ª feira, 50 políticos discutiram estratégias para enfrentar a situação de Bolsonaro, que estava em prisão domiciliar antes da detenção preventiva. A ideia principal é votar ainda nesta semana no plenário da Câmara a anistia para os acusados pelos atos de 8 de Janeiro e por tentativa de golpe de Estado nas eleições de 2022.
Depois do encontro do partido, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente, reafirmou que não abrirá mão “de buscar isentar pessoas inocentes de punições absurdas”, ressaltando que o ex-presidente teve a prisão domiciliar revogada “com base na intolerância religiosa”.
A prisão de Bolsonaro foi determinada depois que Moraes considerou que uma vigília convocada por Flávio poderia gerar tumulto e facilitar uma possível fuga do ex-presidente. Segundo o PL, isso configuraria preconceito religioso.
O filho do ex-presidente também declarou que o “objetivo único é a aprovação do projeto de anistia” a partir de agora. O partido tentará incluir o tema na reunião de líderes da Câmara nesta 3ª feira (25.nov), ainda sem horário definido, para pressionar o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), a levar a proposta ao plenário
O PL da Anistia, apresentado pelo deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) em 2023, teve a urgência aprovada em 17 de setembro em vitória para a oposição do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na 2ª feira (17.nov), Motta já havia confirmado que o texto voltaria a ser discutido na Casa nos próximos dias. .
Esta reportagem foi escrita pela estagiária de jornalismo Isabella Luciano, sob a supervisão do editor Guilherme Pavarin
