“A China e os Estados Unidos lutaram lado a lado contra o fascismo e o militarismo e devem agora trabalhar juntos para salvaguardar as conquistas da vitória na 2ª Guerra Mundial”, informou a agência de notícias estatal Xinhua.
A conversa entre os líderes sobre Taiwan se dá em um momento que a província voltou aos holofotes mundiais por causa de uma crise com o Japão. No início de novembro, a primeira-ministra japonesa disse que uma intervenção na ilha daria direito aos japoneses de atacar a China como um ato de defesa. A declaração causou uma crise diplomática entre os países.
A fala de Xi sobre manter a ordem conquistada na 2ª Guerra Mundial é simbólica. China e EUA lutaram do mesmo lado no confronto contra o Japão. Taiwan ficou sob ocupação japonesa de 1895 até 1945 –ano em que terminou o conflito mundial.
Embora a principal fonte de descontentamento diplomático seja com o Japão, a China recentemente manifestou irritação com interferências norte-americanas em Taiwan. Em outubro, o governo chinês criticou os EUA por enviar US$ 1 bilhão para Taiwan e a possibilidade de envolver a ilha em exercícios militares com forças estadunidenses.
Na conversa com Trump, Xi disse que o encontro presencial com Trump na Coreia do Sul no final de outubro foi “um sucesso” e reforçou os acordos firmados na ocasião. O norte-americano disse que Xi “é um grande líder” e que o encontro foi “muito agradável”.
Os líderes também conversaram por telefone sobre a guerra na Ucrânia. A mídia chinesa informou que o governo chinês apoia os esforços de paz que os EUA tem proposto para encerrar o conflito com a Rússia.
Na semana passada, a Casa Branca apresentou um plano de paz para a Ucrânia. Nele, determina que a Ucrânia faça concessões significativas aos russos.
