O material mostrou que Wilmar Mejía, diretor de inteligência, e o general Juan Miguel Huertas trocaram informações com dissidentes da Farc, liderados por Alexander Díaz, também conhecido como Calarcá, que participa de negociações de paz com o governo. Petro declarou que agirá com base no resultado da análise forense.
O chefe do Executivo colombiano disse ter “muitas dúvidas” sobre a reportagem, questionando sua veracidade. Os 2 funcionários são investigados pela promotoria e pelo Ministério da Defesa sob suspeita de planejar a criação de uma empresa de segurança para que guerrilheiros pudessem driblar controles estatais e adquirir armas. A Defensoria do Povo solicitou o afastamento dos investigados de suas funções.
A descoberta foi feita a partir da apreensão de telefones e dispositivos eletrônicos em julho de 2024, quando Calarcá e outros dissidentes foram detidos e depois liberados por serem negociadores de paz.
Petro acusa a CIA (Agência Central de Inteligência) de vazar as informações para a imprensa com o objetivo de prejudicar seu governo, que está em atrito com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano).
O governo norte-americano retirou o status do país latino-americano de aliado na luta antidrogas e impôs sanções contra Petro sob a acusação de envolvimento com o narcotráfico. No fim de seu mandato, o presidente não conseguiu cumprir sua promessa de negociar a paz com todos os grupos ilegais.
