“Essas responsabilidades cabem exclusivamente aos organizadores do evento. No momento da confirmação do patrocínio institucional na edição mais recente do Congresso, a empresa não foi informada sobre a lista de palestrantes. A empresa ou seus representantes não participaram do Congresso nem tiveram qualquer envolvimento em seu desenvolvimento”, diz o texto.
A presença do ministro fez com que um representante do alto escalão do Departamento de Estado norte-americano ligasse para um executivo da Coca-Cola no país, segundo o Metrópoles. O oficial do governo de Donald Trump (Partido Republicano) teria reprovado explicitamente o patrocínio da empresa ao 26º Congresso Nacional do Ministério Público.
O principal incômodo do governo norte-americano seria o patrocínio de uma empresa sediada nos Estados Unidos a um evento com presença de um sancionado pela Lei Magnitsky. Moraes foi um dos oradores de destaque. O congresso se deu entre 11 e 14 de novembro, em Brasília, e reuniu diversos integrantes do Ministério Público brasileiro.
Leia a íntegra da nota:
“A Coca‑Cola Brasil é parceira institucional da CONAMP há vários anos, assim como inúmeras outras empresas, apoiando o ‘Congresso Nacional do Ministério Público’ com o único objetivo de fomentar o diálogo sobre temas de interesse público e relevância social. A empresa não tem qualquer participação na definição da programação ou na escolha dos palestrantes; essas responsabilidades cabem exclusivamente aos organizadores do evento. No momento da confirmação do patrocínio institucional na edição mais recente do Congresso, a empresa não foi informada sobre a lista de palestrantes. A empresa ou seus representantes não participaram do Congresso nem tiveram qualquer envolvimento em seu desenvolvimento.”
