Em publicação no seu perfil no Instagram, Rebeca relatou: “Ao embarcar no aeroporto do Galeão com minhas filhas, fui surpreendida na entrada da aeronave por um mandado de busca pessoal expedido pelo ministro Alexandre de Moraes. Durante o procedimento, tivemos todas as nossas malas retiradas do voo e revistadas, além de apreenderem meu celular, computadores e outros itens”.
O Poder360 entrou em contato, por e-mail e mensagem de WhatsApp, com as assessorias da PF (Polícia Federal), do STF e do gabinete do ministro da Corte Alexandre de Moraes. O jornal digital perguntou quem ordenou a operação, se já foram realizadas perícias nos aparelhos apreendidos e abriu espaço para manifestação a respeito das declarações de Rebeca sobre a ação. A PF declarou que o assunto deve ser tratado com o Supremo. A assessoria do STF informou que não vai se manifestar. O gabinete de Moraes não respondeu até a publicação deste texto. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
“O mais doloroso foi o pânico que isso causou nas minhas filhas, de 7 e 14 anos. O constrangimento, o medo e a covardia que vivenciamos não podem ser descritos. Não sou alvo de nenhum processo judicial. Não estou sendo investigada e sou servidora pública efetiva há 22 anos, com o cargo de procuradora do Estado”, afirmou Rebeca, que está em férias até 6ª feira (28.nov.2025).
Dentro do avião em 17 de novembro, Rebeca gravou um vídeo ao lado das filhas e publicou as imagens na 4ª feira (26.nov.2025)
Assista ao vídeo (53s):
Postou também a seguinte mensagem:

RAMAGEM NOS EUA
Alexandre Ramagem está nos Estados Unidos. O site PlatôBR publicou, em 19 de novembro, que o deputado estava em um condomínio de luxo em Miami.
Assista ao vídeo do encontro de Ramagem com as filhas (40s):
Ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Ramagem foi condenado a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por tentativa de golpe de Estado. Moraes determinou, na 3ª feira (25.nov), a execução das penas de Ramagem e de outros condenados no caso.
Moraes mandou incluir o nome de Ramagem no banco de foragidos. Segundo o magistrado, ele deve ser extraditado. Leia a íntegra da decisão (PDF – 243 kB). O ministro do Supremo também determinou que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), seja comunicado sobre a perda do mandato de Ramagem.
Depois da descoberta da viagem aos Estados Unidos, a Câmara informou que a Casa não foi comunicada sobre o afastamento de Ramagem do território nacional nem autorizou nenhuma missão oficial do congressista no exterior. Disse que o deputado havia apresentado atestados médicos que abrangem os períodos de 9 de setembro a 8 de outubro e de 13 de outubro a 12 de dezembro.
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