Bolsonaro está preso desde 22 de novembro na Superintendência da PF (Polícia Federal), em Brasília. Ele cumpre pena de 27 anos e 3 meses pela tentativa de golpe de Estado para permanecer no poder depois da derrota nas urnas em 2022. Antes, estava em prisão domiciliar desde 4 de agosto.
Já Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso em 17 de novembro no Aeroporto de Guarulhos, quando embarcava para os Emirados Árabes Unidos. O banqueiro é suspeito de liderar um esquema de fraude no Sistema Financeiro Nacional. A prisão foi feita durante a operação Compliance Zero, realizada em conjunto com o MPF (Ministério Público Federal).
Em publicação no X (ex-Twitter), Carlos questionou a diferença de tratamento entre os 2 casos. Afirmou que a libertação de Vorcaro “se encaixa” em uma lógica que favoreceria interesses do “alto empresariado” e de “círculos financeiros influentes”. Disse ainda que a manutenção da prisão de Bolsonaro seria resultado de “atropelos jurídicos” e violaria garantias legais.
Segundo ele, o ex-presidente estaria submetido a um regime “que pode custar sua vida” por causa de problemas de saúde. O vereador classificou a situação como exemplo de “seletividade” do sistema de Justiça.
“Por que soltar Daniel Vorcaro do Banco Master e manter Jair Bolsonaro preso? Essa é a pergunta que ecoa entre milhões de brasileiros que observam, perplexos, a lógica torta de um sistema que parece ter perdido o pudor”, escreveu.

