A ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), rebateu no sábado (29.nov.2025) as críticas ao inquérito da tentativa de golpe de Estado. Afirmou ter sido questionada “outro dia” por que a Corte estava julgando uma tentativa –apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) costumam defender que não houve crime porque o golpe não foi consumado.
Eis o que disse Cármen Lúcia: “Outro dia me perguntaram por que estão julgando tentativa de golpe. Meu filho, se tivesse dado golpe, eu estava na prisão, não estava aqui julgando, vamos combinar”. Ela deu a declaração durante a Conferência Literatura e Democracia, realizada pela Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio.
Assista ao momento da fala de Cármen:
A ministra ainda defendeu que a sociedade precisa lutar para defender a democracia contra “iniciativas autoritárias”. Comparou as ditaduras às ervas daninhas, que, segundo ela, precisam ser “cortadas e vigiadas” para que não voltem a ameaçar o país.
“A erva daninha da ditadura, quando não é cuidada e retirada, toma conta do ambiente. Ela surge do nada. Para a gente fazer florescer uma democracia na vida da gente, no espaço da gente, é preciso construir e trabalhar todo dia por ela”, defendeu. “Por isso, digo que democracia é uma experiência de vida que se escolhe, que se constrói, que se elabora. E a vida com a democracia se faz todo dia. A gente luta por ela, a gente faz com que ela prevaleça”, afirmou.
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