Ele disse não saber o que aconteceu e defendeu o secretário: “Ele nem sabe do que as pessoas estão falando. Vou investigar, mas eu não gostaria de que tivesse acontecido um 2º ataque. O 1º foi bastante letal”, disse. “Mas se o Pete disse que não deu a ordem, eu acredito nele”.
O tema ganhou força depois de reportagem do Washington Post, publicada no sábado (28.nov), informar que 1 barco atacado em 2 de setembro teria deixado 2 sobreviventes e que, para “cumprir as instruções” atribuídas a Hegseth, um comandante de Operações Especiais teria ordenado nova investida para matar todos a bordo.
O secretário classificou a publicação como “fake news”. Trump disse acreditar “100%” na versão dele.
Comitês do Congresso liderados por republicanos, responsáveis pela supervisão do Departamento de Defesa, afirmaram que farão uma fiscalização “rigorosa” das ações militares na área. Congressistas dos 2 partidos, em entrevistas exibidas por programas dominicais, declararam apoiar uma revisão sobre as ofensivas realizadas contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas no Caribe.
Disseram não saber se o relato do jornal é factual, mas reconheceram que um ataque direcionado a sobreviventes levantaria questões legais graves.
O senador democrata Tim Kaine afirmou à CBS que, se confirmado, o episódio “chega ao nível de crime de guerra”. O deputado republicano Mike Turner, ex-presidente do Comitê de Inteligência, disse que o Congresso não tem dados que indiquem que a 2ª ofensiva foi realizada. Declarou que, caso tenha acontecido, seria “um ato ilegal”.
Os EUA ampliaram sua presença militar na região e têm realizado ações letais contra barcos suspeitos de transportar drogas em águas internacionais próximas à Venezuela e à Colômbia. Desde o início de setembro, mais de 80 pessoas morreram nessas operações.
A Casa Branca diz que atua em legítima defesa ao destruir embarcações que, segundo afirma, tentariam levar drogas ao território norte-americano.
Na mesma conversa no avião presidencial, Trump confirmou que teve uma conversa com o presidente Nicolás Maduro (Partido Socialista Unido da Venezuela, esquerda).
Ele não detalhou o conteúdo do diálogo e limitou-se a dizer: “Eu não diria que foi uma conversa positiva ou negativa, foi uma ligação”.
