O pedido de convocação foi apresentado pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE). No documento, o congressista afirma que o advogado Eli Cohen, em depoimento, detalhou a existência de uma “engrenagem criminosa altamente estruturada”.
“A investigação conduzida por Cohen identificou o funcionamento interno das associações, a atuação de lobistas dentro do INSS e o papel de empresas intermediárias, demonstrando que o esquema dependia de blindagem política e de conexões estratégicas para prosperar”, diz o texto.
De acordo com o requerimento, existia a seguinte situação:
- ADS Soluções e Marketing – essa empresa está citada no esquema das fraudes do INSS e documentos demonstram que repassou dinheiro para outras empresas e pessoas;
- Ricardo Bimbo – é dirigente do PT e coordenador do setor de Tecnologia da Informação do partido. Recebeu recursos da ADS;
- João Muniz Leite – essa pessoa recebeu dinheiro de Bimbo, segundo o requerimento do Novo, “no valor de R$ 10.354,60 ao contador João Muniz Leite, profissional que, até então, era responsável pelas contas de Fábio Luís Lula da Silva. Muniz Leite é investigado pela Operação Fim da Linha, do Ministério Público de São Paulo, sob suspeita de lavar dinheiro para o PCC”.
Em publicação nas redes sociais, Viana afirmou que a votação na CPMI será nominal e que o voto de cada congressista será registrado e divulgado “para que o Brasil veja, com total transparência” como cada deputado e senador votou.
“A CPMI não tem lado, não tem medo e não tem dono. Transparência total. Quem não deve, não teme. O Brasil quer respostas”, escreveu.

Fábio Luís Lula da Silva mora na Espanha desde julho de 2025. O Poder360 não conseguiu nenhum contato com ele para perguntar de desejava enviar algum comentário sobre o requerimento que o convoca para CPMI do INSS. O Poder360 também não encontrou nenhum perfil válido de Lulinha em redes socais para tentar um contato. Este jornal digital seguirá tentando encontrá-lo e publicará qualquer manifestação que receber a respeito desse caso.
