Inicialmente, o perfil do CanalGov publicou um trecho do discurso de Lula em Ipojuca (PE), na cerimônia para ampliação da capacidade operacional na Refinaria Abreu e Lima. “Essa não é uma tarefa só das escolas, é uma tarefa nossa, homens. É preciso que haja um movimento nacional dos homens que batem, que maltratam e que judiam das mulheres”, disse o presidente.

Pouco depois da publicação do trecho nas redes sociais do governo, a Secom apagou o post e publicou uma nova versão em que a fala do presidente foi editada e o trecho com o termo “judiar” foi omitido. Não há nenhum tipo de aviso na publicação de que a declaração original foi alterada.
<blockquote class=”twitter-tweet”><p lang=”pt” dir=”ltr”>COMBATE À VIOLÊNCIA | O presidente <a href=”https://twitter.com/LulaOficial?ref_src=twsrc%5Etfw”>@LulaOficial</a> defendeu penas mais rigorosas aos homens que agridem mulheres. Lula chamou os agressores de “animais” e pediu uma união nacional masculina contra a violência de gênero. Lula ainda se emocionou ao citar os casos recentes de agressão. <a href=”https://t.co/kDQaM3NYHP”>pic.twitter.com/kDQaM3NYHP</a></p>— CanalGov (@canalgov) <a href=”https://twitter.com/canalgov/status/1995943380736766128?ref_src=twsrc%5Etfw”>December 2, 2025</a></blockquote> <script async src=”https://platform.twitter.com/widgets.js” charset=”utf-8″></script>
Etimologia
Embora o termo judiar signifique “maltratar” ou “fazer sofrer”, linguistas e especialistas em estudos culturais apontam que seu uso carrega uma carga histórica ligada ao antissemitismo.
Originalmente, a palavra descreve a violência ou o tratamento cruel imposto a judeus ao longo da história, assumindo depois o sentido generalizado de causar sofrimento a qualquer pessoa.
Ao longo de séculos, judeus foram alvo de perseguições, discriminações e acusações em diversos países. O governo nazista de Adolf Hitler (1889-1945) promoveu um extermínio de cerca de 6 milhões de judeus na Alemanha durante o período que ficou conhecido como Holocausto (1941-1945).
