Marcas como a DDB, fundada em 1949, e a agência de marketing MullenLowe serão incorporadas à TBWA, outra marca do portfólio da Omnicom. Já a FCB, uma das maiores redes globais e com origens em 1873, será absorvida pela BBDO. Na prática, as marcas deixam de atuar de forma independente e passam a operar dentro de estruturas maiores do mesmo conglomerado.
A reestruturação vem após a compra da Interpublic por US$ 13,25 bilhões, operação que coloca o grupo como líder global do setor em receita. Juntas, Omnicom e Interpublic somaram US$ 25,6 bilhões de faturamento em 2023 e reunirão mais de 100 mil profissionais espalhados por vários mercados.
No texto em que detalha a estratégia e a nova cúpula após a aquisição, publicado na 2ª feira (1º.dez.2025) no seu site corporativo, a empresa destaca a combinação de portfólios, o uso de dados e inteligência artificial na plataforma Omni e a organização de “capacidades conectadas” em mídia, publicidade, relações públicas, saúde e comércio digital. O documento não menciona as demissões nem o fechamento das marcas tradicionais.
A direção do grupo diz que as mudanças precisam ser entendidas no contexto de uma transformação mais ampla da indústria de publicidade. A Omnicom enfrenta concorrência direta de conglomerados como a francesa Publicis e a britânica WPP, ao mesmo tempo em que plataformas de tecnologia, como a Meta, oferecem ferramentas para que empresas produzam anúncios em grande volume e velocidade com base em inteligência artificial. O avanço desse tipo de serviço pressiona as agências tradicionais a reduzir custos e reforçar áreas consideradas estratégicas, como dados, mídia e conteúdo personalizado.
Em comunicado interno citado pela Reuters, a companhia declarou que pretende comunicar “o mais rápido possível” as decisões a quem for afetado, alegando que quer manter “transparência e privacidade” no processo.
