O líder católico manifestou preocupação com a crescente tensão entre Estados Unidos e Venezuela, em um momento em que o país norte-americano reuniu no Caribe sua maior presença militar desde a invasão do Panamá em 1989.
As forças comandadas por Trump já realizaram 21 ataques contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas no Caribe e no Pacífico, resultando na morte de pelo menos 83 pessoas. A Casa Branca intensificou sua campanha contra Maduro, a quem acusa de manter vínculos com o tráfico ilegal de drogas, acusações que são negadas pelo presidente venezuelano.
“Por um lado, parece que houve uma conversa telefônica entre os 2 presidentes. Por outro lado, existe este perigo, esta possibilidade, de que possa haver uma ação, uma operação, incluindo uma invasão do território venezuelano“, afirmou o papa.
O pontífice recomendou que, se os EUA querem promover mudanças na Venezuela, deveriam “buscar o diálogo, incluindo pressão econômica” em vez de outras maneiras. Leão 14 disse que a Igreja Católica está “tentando encontrar uma maneira de acalmar a situação”. Segundo ele, “nestas situações, são as pessoas que sofrem, não as autoridades“.
