A publicação foi feita depois que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que fez as pazes com Michelle, que, em um evento no domingo (30.nov), em Fortaleza (CE), se opôs publicamente à articulação do PL com o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) e defendeu a candidatura de Eduardo Girão (Novo) ao governo do Estado.

No evento, Michelle disse que o movimento pró-Ciro Gomes foi “precipitado”. “Tenho orgulho de vocês. Mas fazer aliança com um homem que é contra o maior líder da direita? Isso não dá”.
Depois das críticas, André Fernandes (PL) respondeu à ex-primeira-dama: “A esposa do ex-presidente Bolsonaro vem aqui e diz que fizemos a movimentação errada, sendo que o próprio presidente, no dia 29 de maio, pediu para ligarmos para Ciro Gomes no viva-voz e ficou acertado que apoiaríamos o Ciro”, afirmou.
O senador Flávio Bolsonaro criticou a postura da madrasta em declaração ao portal Metrópoles: “A Michelle atropelou o próprio presidente Bolsonaro, que havia autorizado o movimento do deputado André Fernandes no Ceará. E a forma com que ela se dirigiu a ele, que talvez seja nossa maior liderança local, foi autoritária e constrangedora”.
A tensão se intensificou quando os outros filhos do ex-presidente se manifestaram. O deputado Eduardo Bolsonaro (SP) endossou a posição do irmão mais velho: “Meu irmão Flávio Bolsonaro está correto. Foi injusto e desrespeitoso com o André Fernandes o que foi feito no evento. Não vou entrar no mérito de ser um bom ou mau acordo, foi uma posição definida pelo meu pai. André não poderia ser criticado por obedecer ao líder”.
Já o vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PL), que havia se aproximado mais de Michelle depois da prisão de seu pai, afirmou que Flávio “está certo e temos que estar unidos e respeitando a liderança do meu pai, sem deixar nos levar por outras forças!”.
Ciro é um possível candidato ao governo estadual em 2026. É visto por aliados como o único nome competitivo contra o PT no Estado.
