Os alvos da ação são os administradores das plataformas ilegais e usuários que contrataram os serviços. Os suspeitos poderão responder pelos crimes de associação criminosa e interrupção ou perturbação de serviço telemático ou de informação de utilidade pública. A PF afirmou que contou com a ajuda do FBI (Departamento Federal de Investigação dos EUA).
A associação é especializada no tipo DDoS (Distributed Denial of Service –ou negação de serviço), conhecido como booters ou stressers. As plataformas alvos da operação permitiam que qualquer pessoa sem conhecimento técnico contratasse um ataque hacker através de pagamento. Os servidores ficam hospedados em servidores de nuvem e são utilizados por agentes em diversos países.
O serviço oferecido pelo grupo criminoso permite tornar um site ou servidor lento ou completamente inacessível por meio do uso simultâneo de vários computadores ou dispositivos. Segundo as investigações, foram feitos ataques à PF, ao Serpro (Empresa Nacional de Inteligência em Governo Digital e Tecnologia da Informação), ao Dataprev e ao Centro Integrado de Telemática do Exército Brasileiro.
A PF já havia deflagrado, na 3ª feira (2.dez), a operação Intolerans, para investigar ataques cibernéticos praticados contra deputados federais que manifestaram apoio ao PL (Projeto de Lei) 1904 de 2024, conhecido como PL Antiaborto. Os serviços também eram do tipo DDoS e diversos sites de congressistas foram alvo.
