“Antes de encerrar, preciso compartilhar algo pessoal com todos. Há alguns meses, eu recebi um diagnóstico de um tumor localizado na parte externa do estômago”, anunciou o senador. Viana disse que será submetido a uma cirurgia no sábado (6.dez) para a retirada do tumor. Ele afirmou ter enfrentado a doença “com silêncio, com fé, com foco absoluto no trabalho” da comissão.
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Viana acrescentou que, há 90 dias, os médicos recomendaram que ele “fosse imediatamente para uma cirurgia”. O congressista afirmou ter “pedido a Deus” que o “sustentasse até hoje, até essa última sessão do ano”, para que ele pudesse “cumprir integralmente a missão” que foi confiada a ele. “E Deus me sustentou”, afirmou.
O senador foi eleito em agosto presidente da CPMI que investiga os descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) feitos por entidades sem autorização dos beneficiários.
Sua eleição representou uma derrota para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tentava emplacar o indicado por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), Omar Aziz (PSD-AM), no comando dos trabalhos da comissão. Viana foi eleito por 17 votos a 14 de Aziz.
“A palavra diz em Isaías 41:10: ‘Não temas, porque eu sou contigo’. E foi assim que caminhei nesses 90 dias. A medicina mandou eu parar. O dever e o compromisso me disseram: ‘continue’. E Deus me deu essa palavra. Eu estou contigo”, disse o senador na 5ª feira (4.dez).
Viana encerrou o seu discurso falando sobre a cirurgia: “Eu entro em paz, fortalecido e digo ao país: se Deus me permitir, eu voltarei ainda mais forte, senhores, porque enquanto houver um único aposentado injustiçado neste país, eu estarei nessa luta”.
O senador, então, disse que a sessão representava o encerramento do “último capítulo desse ano, mas não da luta”. Ele declarou: “No início do próximo ano, voltaremos ainda com mais determinação. Essa CPMI não é minha, é nossa, é a verdade. E quando ela chega, a verdade é quem governa. Meu muito obrigado e que Deus abençoe o Brasil”.
Ao fim de sua fala, Viana recebeu aplausos de pé dos congressistas presentes na sessão.
