O valor previsto supera o recorde anterior de deficit do clube, que foi registrado em 2019, durante a gestão do ex-presidente denunciado pelo Ministério Público Andrés Sanchez, quando o Corinthians fechou o ano com resultado negativo de R$ 177 milhões. Este montante, atualizado pela inflação, equivaleria a R$ 248 milhões em valores atuais.
A previsão financeira sofreu deterioração ao longo do ano. O orçamento inicial para 2025, elaborado na gestão do ex-presidente Augusto Melo, estimava um superavit de R$ 37,5 milhões. Em outubro, sob a administração de Osmar Stabile, que assumiu a presidência em meados deste ano, a projeção foi alterada para um deficit de R$ 83 milhões.
A piora nas projeções se deu porque o clube esperava finalizar uma transação tributária antes do fim do ano, o que diminuiria significativamente o deficit. Essa operação, no entanto, não foi concluída dentro do prazo previsto.
A situação financeira já afeta as operações do clube. Embora os salários dos jogadores estejam em dia, existem atrasos nos pagamentos a fornecedores e impostos. Na semana passada, o Corinthians não conseguiu efetuar o pagamento da 1ª parcela do 13º salário dos funcionários no prazo estabelecido.
Comparando com 2024, as receitas do Corinthians diminuíram 23%, enquanto as despesas cresceram 5%. Como resultado, o desempenho operacional caiu de R$ 293 milhões para uma previsão de só R$ 49 milhões. A dívida total da instituição atualmente alcança aproximadamente R$ 2,7 bilhões, incluindo as obrigações do clube e o financiamento do estádio.
Para 2026, o Corinthians já planeja arrecadar R$ 151 milhões com transferências de jogadores. Além disso, o Ministério Público instaurou um inquérito para avaliar uma possível intervenção judicial na instituição.
