A Fórmula 1 tem uma estrutura financeira considerada uma das mais peculiares do automobilismo. Como destaca o Sporting News, a F1 não paga diretamente aos pilotos.
Todo o dinheiro movimentado pelo campeonato é distribuído exclusivamente entre as equipes, com base em critérios esportivos. Segundo a Motor Sport, em 2024, a F1 relatou uma receita comercial anual de US$ 3,65 bilhões.
O site oficial da F1 explica: “Pilotos de Fórmula 1 não recebem prêmio em dinheiro por vencer, embora eles provavelmente recebam um bom bônus financeiro além do salário-base que lhes é pago pela equipe. O prêmio em dinheiro é concedido às equipes de F1.”
O sistema funciona por 3 vias:
- Pagamentos da Coluna 1: valores iguais distribuídos às equipes que cumprem requisitos mínimos de participação;
- Pagamentos da Coluna 2: montantes distribuídos de acordo com a posição final no Mundial de Construtores;
- Bônus por acordos especiais: repasses para equipes tradicionais ou de desempenho excepcional.
A estrutura faz da F1 um campeonato de marcas, não de pilotos. Por isso, qualquer ganho adicional para Norris depende inteiramente de seu equipe, a McLaren.
Como os pilotos realmente ganham dinheiro
Sem premiação oficial da F1, a remuneração dos pilotos vem de:
- salários definidos pela equipe;
- bônus por desempenho (vitórias, pontos, pódio, título);
- patrocínios pessoais e acordos comerciais;
- porcentagem de licenciamento e merchandising.
Segundo a Forbes, Norris já tinha em 2024 o 3º maior salário da categoria:
- US$ 12 milhões de salário-base;
- US$ 23 milhões em bônus;
- Total: US$ 35 milhões.
A tendência é que, após o título, o valor seja ainda maior.
Assim, mesmo o campeão mundial pode sair de uma temporada sem ganhar 1 dólar sequer da F1, enquanto um piloto mais popular, com mais contratos comerciais, pode faturar mais mesmo sem vencer o título.
