Trump alega que cidades como Londres (Inglaterra) e Paris (França) “já não são viáveis” devido à presença de migrantes. Durante discurso na 80ª Assembleia Geral da ONU, já havia dito que o continente foi “invadido” por imigrantes, por ser “politicamente correto”. “A Europa não sabe o que fazer”, afirma.
O republicano vem pressionando os europeus a assumirem maior protagonismo nos gastos com a defesa do continente. Ele questionou a capacidade dos aliados norte-americanos de controlar a migração e resolver o conflito entre Rússia e Ucrânia.
Russos e ucranianos
Trump afirmou ter enviado à Ucrânia um possível acordo de paz e criticou o presidente Volodimir Zelensky pela demora em avançar nas negociações. “Muita gente está morrendo”, afirmou. O presidente norte-americano também atribuiu parte das dificuldades nas negociações ao fato de que “Putin [mandatário do Kremlin russo] e Zelensky se odeiam”.
Ao analisar a situação da guerra entre os 2 países, disse: “A posição mais forte é a da Rússia. É um país muito maior”. Declarou que não “havia dúvidas” sobre o fato e que a Ucrânia “está perdendo território”.
O republicano também questionou a legitimidade democrática da Ucrânia, afirmando que o país não tem eleições em “muito tempo” e “já não é uma democracia”. Acrescentou que o povo ucraniano deveria ter a opção de votar.
Venezuela e Argentina
Trump também falou sobre a América Latina. Afirmou que Nicolás Maduro (PSUV, esquerda) tem “os dias contados”. O chefe da Casa Branca não excluiu a possibilidade de enviar tropas ao país. Ele já havia deslocado o maior porta-aviões do mundo –USS Gerald R Ford– para próximo da costa venezuelana. Os norte-americanos justificam a ofensiva militar como parte do combate ao tráfico de drogas na região.
O republicano citou o presidente argentino, Javier Milei, como exemplo de sua influência política internacional. Disse que Milei “estava perdendo” e que a ajuda norte-americana o fez vencer as eleições de meio de mandato “por uma margem enorme”.
À época, o governo Trump promoveu um swap cambial –acordo em que 2 países trocam moedas, permitindo que um deles tenha acesso imediato a dólares para aliviar pressões externas– para ajudar na recuperação econômica argentina, que enfrenta dificuldades para honrar com seus compromissos em razão de um baixo acúmulo de moeda estrangeira.
