Os funcionários estão em seu 8º dia de greve. Eles pedem ampliação do refeitório, reforço no transporte de funcionários e aumento da quantidade de banheiros. Procuradas pelo Poder360, as forças de segurança do Estado e a montadora de carros elétricos chinesa não haviam se manifestado oficialmente até o período da tarde.
Ao menos 3 operários de uma das empresas de construção terceirizadas afirmaram ter sido demitidos por reivindicar melhores condições de trabalho.
A empresa já inaugurou parte da fábrica do município da região metropolitana de Salvador em outubro de 2025, durante um evento com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em dezembro de 2024, uma força-tarefa resgatou 163 trabalhadores em condições análogas à escravidão e interditou parcialmente as obras. A operação envolveu o Ministério Público do Trabalho, Polícia Federal e outras organizações.
Os operários estavam em condições precárias, dormindo em camas sem colchões e com um banheiro para cada 31 pessoas.
A BYD rescindiu o contrato com a construtora terceirizada Jinjiang após receber notificação das irregularidades. A empresa declarou não tolerar desrespeito à lei brasileira e à dignidade humana.
Em maio de 2025, o Ministério Público do Trabalho da Bahia processou a BYD e as duas empreiteiras terceirizadas por submeter 220 trabalhadores chineses a condições análogas à escravidão.
A ação pede condenação ao pagamento de R$ 257 milhões por danos morais coletivos, além de indenização individual equivalente a 21 vezes o salário contratual, acrescida de um salário por dia de trabalho em condições análogas à escravidão.
