O leilão envolverá petróleo proveniente de 6 campos do pré-sal: Mero, Búzios, Bacalhau, Itapu, Sépia e Atapu. Leia a íntegra do planejamento da PPSA (PDF – 1MB).
A divisão dos lotes será a seguinte:
- Mero: 64 milhões de barris
- Búzios: 21,5 milhões
- Bacalhau: 13 milhões
- Itapu: 4 milhões
- Sépia: 2 milhões
- Atapu: 2 milhões
A entrega das cargas será feita entre janeiro e dezembro de 2027, com exceção do campo Bacalhau, cujas nomeações começam em agosto de 2026.
Segundo Guilherme França, superintendente de comercialização de petróleo da PPSA, o leilão é uma oportunidade estratégica para movimentar o mercado de petróleo nacional e reforçar a arrecadação da União.
“O evento reforça a importância do pré-sal, camada de petróleo localizada principalmente na costa do Rio de Janeiro e Espírito Santo, que concentra grande parte das reservas brasileiras”, afirmou.
LEILÃO FRUSTRADO
O leilão das áreas não contratadas do pré-sal na 5ª feira (4.dez) pela PPSA na B3, arrecadou R$ 8,79 bilhões. O resultado ficou abaixo das projeções da equipe econômica, que esperava R$ 14,78 bilhões –diferença de cerca de 40%.
O certame ofertou percentuais remanescentes da União nas jazidas de Mero, Atapu e Tupi, todas na Bacia de Santos. Só 2 lotes receberam propostas. Um consórcio formado por Petrobras e Shell foi o único a participar da disputa.
Na véspera do certame, o TCU autorizou a realização do leilão, mas apresentou preocupações sobre a governança do processo. No voto que embasou a decisão, o ministro Bruno Dantas afirmou que faltou uma “análise robusta” que justificasse a antecipação das receitas da União. Segundo ele, a decisão do governo foi guiada por “urgência fiscal”.
O Tribunal, porém, concluiu que suspender o leilão às vésperas da disputa poderia criar “impactos fiscais negativos” e prejudicar a confiança dos investidores, que já haviam se preparado para o processo.
O TCU também cobrou do Ministério de Minas e Energia a elaboração de estudos comparativos para avaliar alternativas de financiamento da União, e alertou a Fazenda sobre riscos em previsões orçamentárias baseadas em receitas incertas.
Esse foi o 1º leilão em que o governo antecipou a venda de volumes de petróleo da União em jazidas já produtivas, mas que excedem os limites dos contratos de partilha e concessão assinados no passado.
