O negócio estava em análise desde novembro de 2024 e havia sido aprovado pela Superintendência-Geral do Cade em 2 de junho. Para autorizar a operação, o conselho exigiu a assinatura de um Acordo em Controle de Concentração. O pacote determina a venda de unidades das duas redes para reduzir riscos concorrenciais, sobretudo em São Paulo, principal ponto de concentração identificado pelo órgão.
O relator, conselheiro José Levi, não informou o total de lojas que será desinvestido, mas declarou que as negociações avançaram até atingir o mínimo considerado adequado pelo tribunal.
A área técnica do Cade havia mostrado, nos estudos iniciais, que a fusão poderia elevar preços em locais onde Petz e Cobasi concentravam participação, chegando a mais de 40% do mercado em 173 municípios.
Após novas análises, o número de áreas sensíveis foi reduzido para cerca de 100. A pressão da concorrente Petlove levou o processo ao Tribunal do Cade, depois que a Superintendência-Geral havia aprovado a operação sem restrições.
O acordo societário determina que os acionistas da Cobasi fiquem com 47,4% da nova companhia, enquanto os da Petz terão 52,6%. A expectativa é de geração de sinergias estimadas em R$ 330 milhões.
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