A decisão provocou reações de ministros, senadores e até vereadores em suas redes sociais.
O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, criticou a manutenção dos juros e disse que a medida favorece os bancos.

A senadora de oposição Tereza Cristina (PP-MS) disse que a Selic em “estratosféricos 15%” reflete a necessidade de o Banco Central conter a inflação.

O vereador Rubinho Nunes (União Brasil-SP) relacionou a decisão do BC à condução econômica do governo.

O juro real brasileiro continua maior do que o da Rússia (7,89%) e da Argentina (7,14%), segundo um levantamento foi feito por Jason Vieira, economista-chefe da consultoria Lev DTVM. Eis a íntegra (PDF – 374 kB) do documento.

O levantamento considera os dados de juros e inflação de 40 países. As menores taxas reais são da Dinamarca (-2,29%), da Holanda (-1,96%) e do Canadá (-1,53%).
JUROS NOMINAIS
O Brasil está na 4ª posição no ranking de maiores juros nominais. O juro-base brasileiro é menor que o da Turquia (39,50%), da Argentina (29%) e da Rússia (16,50%). As taxas nominais mais baixas são é da Suíça (0%), do Japão (0,50%) e de Cingapura (1,15%).

