De acordo com a polícia do Estado de Nova Gales do Sul, 2 homens armados abriram fogo contra participantes do “Hanukkah by the Sea” (Hanukkah à Beira-Mar). Segundo a BBC, 1 dos atiradores está entre os mortos. O 2º suspeito foi detido e está em estado crítico.
Assista aos vídeos (2min16):
Bondi é uma das praias mais famosas da Austrália, conhecida por ser fortemente policiada e raramente registra episódios de violência armada.
Ainda segundo a polícia, 29 pessoas foram levadas para o hospital depois do episódio, incluindo uma criança. As autoridades australianas investigam a motivação do crime e examinam itens suspeitos encontrados nas proximidades, que podem fornecer mais informações sobre as razões do incidente.
Testemunhas relataram ter visto 2 homens de preto, posicionados em uma ponte, atirando contra a multidão que participava da celebração judaica.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra 1 homem desarmado enfrentando 1 dos suspeitos e tomando sua arma. O premiê de Nova Gales do Sul, Chris Minns (Partido Trabalhista Australiano, centro-esquerda), elogiou a coragem desse homem. “Ele é um genuíno herói. Eu não tenho nenhuma dúvida de que, se há muitas pessoas vivas nesta noite, foi graças à sua coragem”, afirmou, de acordo com a BBC.
Assista ao vídeo (18s. Atenção: imagens fortes):
#Vídeo 🇦🇺 Homem enfrenta suspeito armado durante ataque a tiros na Austrália
Ao menos 11 pessoas morreram em um ataque a tiros neste domingo (14.dez.2025) na praia de Bondi, em Sydney, na Austrália, segundo a agência de notícias Reuters. O incidente ocorreu durante um evento… pic.twitter.com/oPp9YSqGDl
— Poder360 (@Poder360) December 14, 2025
O presidente de Israel, Isaac Herzog, condenou o ataque em suas redes sociais. “Nossos irmãos e irmãs em Sydney, Austrália, foram atacados por terroristas vis em um ataque muito cruel contra judeus que foram acender a 1ª vela do Hanukkah”, disse Herzog.
Já Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, afirmou que o governo australiano contribuiu para o crescimento do antissemitismo. O premiê israelense afirmou que havia previamente alertado o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese (Partido Trabalhista Australiano, centro-esquerda) sobre os riscos de seu posicionamento político. Em agosto deste ano, Albanese afirmou que o país reconheceria o Estado palestino na Assembleia Geral da ONU em setembro.
“Eu disse ao primeiro-ministro australiano que o apoio do país à criação de um Estado palestino alimentaria o antissemitismo”, declarou Netanyahu em sua manifestação oficial publicada nas redes sociais. “Eu escrevi: ‘Seu apelo por um Estado palestino joga combustível no fogo do antissemitismo. Ele recompensa terroristas do Hamas. Encoraja aqueles que ameaçam judeus australianos e incentiva o ódio aos judeus que agora assola suas ruas’”, disse Netanyahu.
Anthony Albanese, por sua vez, em comunicado, descreveu as cenas em Bondi como “chocantes e angustiantes”. “Policiais e socorristas estão no local trabalhando para salvar vidas. Meus pensamentos estão com todas as pessoas afetadas”, declarou.
Em uma nova manifestação publicada neste domingo, Albanese declarou que o ataque foi um “um ato de maldade, antissemitismo, terrorismo que atingiu o coração da nossa nação”.
Ele ainda afirmou que “um ataque contra judeus australianos é um ataque contra todos os australianos”.
