A penalidade está relacionada aos problemas de fornecimento de energia depois que um ciclone extratropical causou rajadas de vento de até 82,8 km/h em 8 de dezembro de 2025. A Enel terá um prazo de 20 dias para apresentar defesa administrativa.
Segundo o Procon, foram identificadas interrupções prolongadas no fornecimento, deficiências no atendimento aos consumidores e ausência de informações adequadas sobre prazos e procedimentos para o restabelecimento do serviço.
O órgão afirma ainda que a concessionária já havia sido notificada anteriormente por problemas semelhantes, mas não adotou medidas suficientes para garantir a continuidade e a segurança do serviço.
CLIENTES AINDA SEM ENERGIA
Na tarde desta 2ª feira (15.dez), cerca de 54 mil clientes da Enel na Grande São Paulo permaneciam sem energia elétrica, o que corresponde a aproximadamente 0,63% do total de consumidores atendidos pela distribuidora, a maioria deles na capital.
Em nota, a Enel afirmou que sua operação “voltou ao padrão de normalidade” e que equipes seguem em campo para atender casos remanescentes, que representam cerca de 0,4% dos clientes da região metropolitana.
Desde a manhã de 4ª feira (10.dez), a distribuidora declarou ter mobilizado um número recorde de profissionais, com quase 1.800 equipes em campo ao longo da 5ª feira (11.dez).
PRESSÃO DA PREFEITURA
A Prefeitura de São Paulo informou que, nos últimos anos, já ajuizou 3 ações judiciais contra a Enel para exigir melhorias na qualidade do serviço prestado à população. A administração municipal também comunicou ter oficiado o Procon estadual, solicitando a aplicação de multa adicional em razão da demora no restabelecimento da energia elétrica.
